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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Militares do Brasil e da Guiana patrulham fronteira para evitar contrabando. Assista a vídeo

O rio Tacutu é patrulhado com pequenos barcos por militares do Exército do Brasil que trabalham em parceria com as forças da Guiana. A área é usada principalmente para escoar o contrabando de produtos comprados no país vizinho e trazidos para Roraima. A Agência de Notícias UniCEUB acompanhou uma missão real de patrulhamento e entrevistou militares do Brasil e da Guiana sobre o trabalho conjunto.

Assista ao vídeo

Por José Maurício e Sthael Samara 

terça-feira, 5 de junho de 2012

NA SELVA - Militares resguardam animais ameaçados em dois zoológicos na Amazônia

Dois zoológicos nas cidades de Manaus (AM) e Boa Vista (RR), mantidos pelo Comando Militar da Amazônia, do Exército, transformaram-se em reservas de animais ameaçados de extinção. As espécies são enviadas aos militares pelo Ibama. Ao todo, os dois ambientes, que ficam no interior de organizações militares, tratam de mais de 400 animais.





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Em Boa Vista, o zoológico é aberto ao público no Sétimo Batalhão de Infantaria de Selva. A visita é feita, principalmente, por crianças e adolescentes que estudam na rede pública de Roraima. Por ano, mais de 15 mil pessoas vão ao batalhão para ficar perto de passarinhos ameaçados, como a jandaia sol que só existe no Brasil naquele estado. De


De 
acordo com o tenente-veterinário Diego Costa, o objetivo é sensibilizar a sociedade por intermédio das crianças. “É cultural por aqui manter animais silvestres em casa. Temos que trabalhar contra isso”. Nesse zoológico, fica guardada uma das mais antigas onças pintadas do Brasil, que tem 23 anos de vida. “É também uma espécie oprimida pelo avanço da cidade”.






Em Manaus, o espaço do zoológico está situado no Centro de Instrução de Guerra na Selva. Inicialmente, com o objetivo de facilitar o aprendizado dos guerreiros sobre a fauna da região Norte. Depois, tornou-se referência de trabalho para a Universidade Federal da Amazônia  e para o Instituto de Pesquisa da Amazônia (INPA). Entre as espécies ameaçadas, está a harpia, que na Mata Atlântica já foi extinta, restando apenas no habitat amazônida. “Trabalhamos com a consciência ambiental e esse é um trabalho muito importante para os militares”, ressalta o tenente-veterinário Renato Lopes.

Por Luiz Claudio Ferreira – Agência de Notícias UniCEUB
Fotos: Sérgio Gama


sábado, 2 de junho de 2012

Na SELVA (01.06) - Brigada de Infantaria tem mais da metade do grupo composto por indígenas

São Gabriel da Cachoeira – Subir contra o fluxo do Rio Negro implica em relacionar-se, a cada cidade e tribos indígenas, com novas culturas da Amazônia. Na região conhecida como cabeça do cachorro, em São Gabriel da Cachoeira, a Segunda Brigada de Infantaria de Selva, comandada pelo General Sérgio Duarte, encontrou nas aldeias locais um maior conhecimento para aprimorar a área protegida pela força verde-oliva.

Na etnia baré, o jovem soldado Pedro Bastos descobriu cedo o desejo de servir. O indígena de 18 anos agora alia o conhecimento da área de floresta com o serviço militar. “Já estou habituado a vida aqui na floresta e isso facilita a ser uma guerreiro de selva”, conta Pedro. O militar, entretanto, acredita e pratica certa restrição quanto a vida dentro e fora do quartel do batalhão de selva.  “ Uma coisa é estar no quartel e usar a minha farda. Na comunidade é uma situação diferente onde vou usar minha mochila e roupas normais”.

Há menos de um ano à serviço da força, o soldado baré já traça metas e planeja uma vida bem distante da região amazônica. “Quero servir em Brasília, no quartel PE (Polícia do Exército) e ainda fazer minha faculdade de engenharia,” revela.

Com aproximadamente 40 mil moradores, a região da cabeça do cachorro tem 92% de sua população com procedência nas aldeias indígenas. Dentro do batalhão, a frequência de filhos da floresta entre cabos e soldados fica na casa dos 68% e torna-se ainda maior com os militares que conseguem crescer dentro da força. A estimativa da Brigada é que os números ultrapassem os 70% com as possíveis promoções dos nativos, que podem alcançar até a patente de sargento.

Outro filho da floresta, Fernando Ribeiro dos Santos, 21, também da etnia baré, conseguiu entrar no serviço militar somente no ano passado e lamenta a demora do ingresso. “Na minha comunidade tive um aprendizado muito fraco e demorado. Só terminei o ensino médio com 20 anos e sempre tive a vontade e curiosidade de ser do Exército”, conta Dos Santos, nome pelo qual é conhecido no quartel.

Por José Maciel – Agência de Notícias UniCEUB

quinta-feira, 31 de maio de 2012

NA SELVA (31.05)- Miséria indígena facilita ação de traficantes nas fronteiras, diz Exército

SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA (AM) - A miséria indígena facilita a ação dos narcotraficantes pelas fronteiras brasileiras. A afirmação foi feita pelo general José Luiz Jaborandy Júnior, chefe do comando de estado geral da Amazônia.


A Amazônia legal brasileira é composta pelos seis estados da região norte do país somados ao Mato Grosso, o Tocantins e o norte do Maranhão. Nessa importante área estratégica, tanto por suas peculiaridades ambientais quanto pela extensão de suas fronteiras com países vizinhos, a baixa densidade demográfica e a presença massiva de populações indígenas e ribeirinhas, ainda isoladas em muitos aspectos, faz com que o Exército enfrente um cenário difícil em que a miséria indígena acaba por ser explorada pelos narcotraficantes que tentam entrar com drogas no Brasil.


Extrapolamento da função


Segundo o general, a grande dificuldade se encontra no acúmulo de funções. “Em um país organizado cada instituição ocupa uma função, mas nós, muitas vezes, somos forçados a cumprir as obrigações de outros orgãos”, reclama.


Por definição, a missão do Exército é defender a pátria enquanto corpo militar, mas, segundo o general Jaborandy, na Amazônia essa missão se extrapola e passa a envolver também o aspecto sócio-ambiental. “Desenvolvemos trabalhos para a melhoria das populações tradicionais e para garantir a preservação ambiental”, explica.


Essas funções de policiamento de fronteiras e de preservação ambiental são, na verdade, da Polícia Federal e do IBAMA, respectivamente. Mas, por falta de pessoal e também pela falta de preparo para atuação na região amazônica por parte desses órgãos, é o Exército quem tem realizado essas funções. Desde 1999, a entidade ganhou autoridade de polícia para atuação na zona de fronteira, o que facilitou a realização desse trabalho. Mas, quando se trata da população indígena, o trabalho continua igualmente complicado.


Situação dos Índios


Pela Constituição Federal Brasileira, o índio é iniputável, ou seja, ele não pode ser legalmente punido por crimes constitucionais, uma vez que ele não desfruta da mesma educação que os demais cidadãos brasileiros. De acordo com o general Villas Boas, comandante militar da Amazônia, isso torna o trabalho de combate à entrada de drogas pelas fronteiras brasileiras por vezes infrutífero. “Quando um índio é pego fazendo o transporte de drogas para dentro do estado brasileiro, por exemplo, em sua canoa, tudo que podemos fazer é encaminhá-lo para a Funai”, diz.


O general Jaborandy explica a situação com três palavras: vazio do estado. Segundo ele, por sua pobreza extrema, a população indígena é extremamente vulnerável. “Quando você não tem dinheiro, nem educação, nem a presença do estado, e um traficante chega oferecendo dinheiro para você transportar um pouco de maconha na sua canoa, você acaba aceitando isso”, afirma. 


No entanto, o general salienta que longe de ser um agente problemático, o indígena é uma vítima social. “O governo não se importa em fazer nada porque a região, e especialmente os indígenas, não significam muitos votos”, aponta.


Por Sthael Samara - Agência de Notícias UniCEUB

NA SELVA (31.05) - Desnutrição e pneumonia de crianças representam maioria dos quadros em único hospital de São Gabriel da Cachoeira



SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA/AM - O único hospital de São Gabriel da Cachoeira, mantido pelo Exército na cidade a 850 km de Manaus, registra duas queixas comuns no setor de pediatria. Segundo os médicos, a a maior parte das crianças atendidas chega com quadro de desnutrição e, por vezes, com baixa imunidade, evoluído até para a pneumonia. "É complicado porque quase todos os casos são gerados por falta de cuidado que é o desmamento precoce ou o aleitamento prolongado, utilizando o leite como único alimento até os três, quatro anos da idade da criança", explica a pediatra Ana Tavares, uma das sete médicas da unidade de saúde.

A reportagem da Agência de Notícias UniCEUB acompanhou a espera no corredor do hospital para o atendimento. Mães, a maioria de origem indígena, garantiram estar aliviadas por terem chegado ao hospital. Além do atendimento de emergência, os ambulatórios também estavam todos ocupados. A merendeira Alcilene Gama Lima, de 34 anos, faz acompanhamento com o filho no dentista a cada três meses. "O atendimento é bom e de fácil acesso. Seja aqui ou nos postos eu nunca tive dificuldade para marcar uma consulta. Aqui não tem um hospital pra gente, é o Exército que faz esse trabalho", reconhece.

Cultura - Sobre os adultos, Os médicos da emergência apontam que alcoolismo e o infarto são problemas que mais matam na cidade. "Eles não aceitam o hábito de tomar remédio, a gente medica e eles não dão prosseguimento. Ficam com a pressão alta, bebendo e acabam falecendo mesmo", completa a médica, que, além do atendimento infantil, é a chefe do setor de emergência do hospital.

Outra causa de internação e até de remoção por avião para Manaus é o de acidentes com carros e motos. Segundo a médica aspirante do Exército, Ana Leonor Nascimento Tavares, a maioria dos casos na emergência são motivados por acidentes. "Há muitos casos de moto, carro e barco. Eles bebem muito e acabam se acidentando, não há educação no trânsito aqui", explica Ana Leonor.

Por Sérgio Vinícius (texto e foto) - Agência de Notícias UniCEUB

quarta-feira, 30 de maio de 2012

NA SELVA (29.05) Pajé critica Funai e diz que comunidade precisa de apoio para sobreviver perto de Manaus



Escute a entrevista com o Pajé Raimundo feita pela rádio uniceub feita ontem (dia 29).
A equipe de reportagem do UniCEUB visitou a comunidade de Tupé e pode conhecer as atividades e presenciar parte da cultura, vendo um rito de dança.

O repórter José Maurício entrevistou o Pajé e conversou  sobre as dificuldades enfrentadas pela tribo.

Durante a entrevista foi ressaltada a importância das atividades do Exército Brasileiro para a tribo e inclusive que o exército auxilia no comércio da tribo.

Segundo Raimundo ainda falta bastante e o governo em sua opinião auxilia apenas tribos com uma quantidade maior de pessoas.


terça-feira, 29 de maio de 2012

NA SELVA (29.05) – Militares testemunham efeitos da maior cheia do Rio Negro





Manaus - Um dos cartões postais da Amazônia, o Rio Negro enfrenta a sua maior cheia nos últimos 110 anos. A margem da capital do estado amazônico, o alcance de água já passou de 30 metros acima do leito normal, e tem causado danos para mais de 80 mil pessoas que vivem às beiradas do rio, segundo o Major do Exército Jair Armindo Gomes da Silva, do Centro de Instrução do Serviço de Embarcação do Comando Militar da Amazônia (SECMA).

Na capital, de acordo como militar que mora na cidade há dois anos, o lixo tem tomado conta dos igarapés locais e prejudicado a população. “ No centro da cidade, a passagem de carros pequenos e até micro-ônibus não está sendo permitida, em um ponto que está alagado”, alerta Jair. O militar ainda conta que com o aumento do nível da água, o lixo desce junto é fica visível nas margens do rio.

“Manaus tem que ser parâmetro quando se fala em ecologia”, acredita o Major. A solução apontada por Jair é que a cidade tenha uma educação socioambiental, consciente, forte e fervorosa no meio da população.

O caso revelado pelo militar aponta ainda que no interior do estado, onde mais de 50 municípios estão em estado de emergência, a preocupação é com o plantio e criação de animais. “ Durante missão na semana passada, notei que algumas casas e comunidades perderam toda a plantação. Já nos casos dos animais eles improvisaram estábulos mais altos para que a água não alcance o local”, revela.

Por José Maciel – Agência de Notícias CEUB

NA SELVA (29.05) - Exército aponta dificuldades para combater crimes ambientais



MANAUS – Em parceria com o Ibama, o Exército encontra dificuldades para combater crimes ambientais na Região Amazônia. Na opinião do general Jaborandy Junior, chefe do Estado-Maior do Comando Militar da Amazônia, é difícil a fiscalização principalmente pelo tamanho e pela dificuldade de locomoção na região. “Muitas vezes combatemos esse tipo de crime, mas alguns meses depois percebemos que existem outros focos em outra região”.


Os crimes mais comuns, segundo  o general Jaborandi, são o de exploração ilegal de madeira e o de garimpeiros que correm risco de vida em busca do ouro. Esse tipo de atividade também coloca em perigo o meio ambiente com o tratamento  de mercúrio que é um produto tóxico e, em contato com a água, pode matar plantas e animais.

Com cerca de cinco milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia ocupa 61% do território do Brasil tem um terço de toda a floresta tropical do mundo e um quinto de água doce do planeta, 23 mil km de seus rios são navegáveis e, em uma região que conta com 25 milhões de pessoas segundo dados do Exército brasileiro.

Um dos exemplos citados pelo oficial-general foi a situação da própria capital do Amazonas após as cheias deste mês. Para o militar, há necessidade de um educação ambiental para que a população não jogue lixo nas ruas e preserve a natureza.  “Manaus deveria ser a capital mundial da ecologia, deveríamos fazer como o índio que usa a natureza a favor, mas não é isso o que estamos vendo“, ressaltou.

Por Eduardo Aiache – Agência de Notícias UniCEUB

NA SELVA (29.05) - General diz que faltam cinco mil homens para vigilância "ideal" da Amazônia



MANAUS - O chefe de Comando de Estado Geral da Amazônia, general Jaborandy Junior, disse que o efetivo de homens que atuam na defesa das fronteiras da Amazônia, na região norte do país, ainda não é o ideal. “O número de trabalhadores é suficiente, mas nós ainda somos poucos. Precisaríamos de mais cinco mil homens. O problema é que falta recurso para o aumento do efetivo”, afirmou.

Dados da corporação revelam que a Amazônia possui 12 mil quilômetros de fronteiras terrestres. A área corresponde a 61% do território nacional, ou seja, cinco milhões de quilômetros quadrados. Hoje, existem 27 mil militares que atuam na defesa das divisas da floresta. Em 1950, esse número era de mil soldados.

Desde 1999, o Exército tem poder de polícia na região das fronteiras. A área serve de cenário para a entrada de produtos ilegais e para o tráfico de drogas no país. “O Brasil deixou de ser um corredor de passagem. Hoje, a droga que entra aqui é consumida internamente. Somos o segundo maior consumidor de drogas do mundo”, diz Jaborandy. Segundo ele, Solimões, na divisa com a Colômbia é a área mais problemática.

Como não há verba para o aumento do efetivo, o general explica que a solução é o deslocamento de unidades militares. “Precisávamos de mais homens, então solicitamos a transferência da unidade de Niterói (RJ) para a região amazônica, isso contribuiu para um aumento de 20% do nosso efetivo”.

Índios soldados
"Investimos muito nos nativos”, diz o general Jaborandy.  De acordo com ele, em São Gabriel da Cachoeira (AM), que faz fronteira com a Colômbia e Venezuela, mais de 70% dos recrutados são índios. “Eles mantém os costumes indígenas, são pais de família, integrantes de tribo e têm a oportunidade de contribuir com o nosso trabalho”, completa o militar.

As declarações foram feitas em Manaus (AM), durante uma palestra do programa “Formadores de Opinião”, organizado pelo Centro de Comunicação Social do Exército (Ccomsex). O encontro reúne alunos de jornalismo do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e da Universidade de Brasília (UnB) para uma viagem pela Amazônia.

Por José Maurício Oliveira – Agência de Notícias UniCEUB


NA SELVA (29.05) - Curso de guerra na selva leva militares ao extremo

MANAUS - Cada um que passa pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva mostra a felicidade e satisfação em servir o ao exército brasileiro, ainda mais na Amazônia. Várias questões envolvem o treinamento que dura aproximadamente de nove a onze semanas. Entre elas a questão de segurança e saúde dos alunos que entram para o cursos.

Paiva afirma que militares que têm treinamento de guerra na selva
possuem melhor noção de orientação
Foto: Rafael Cadengue



Rodrigo Eugênio Paiva, capitão do Exército Brasileiro, conta que a dificuldade do curso espanta do início, mais a preparação é muito mais mental do que física. “Algumas pessoas já morreram, chegaram a um nível de fadiga que o corpo e a cabeça não resistiram”.

O curso de se divide em quatro níveis: oficiais, cadetes, subtenentes e sargentos. Em Manaus a pouco mais de dois anos, o capitão acrescentou que não são todos que conseguem terminar o curso. “É um lugar muito complicado. Ao mesmo tempo que pode ser suar amiga, a Selva pode ser sua inimiga”, ratifica o capitão.

Segundo o subtenente Marinato, da comunicação social do exército, atualmente, o índice de aprovação no curso está bem mais alto do que o de reprovação. "O objetivo é segurar o aluno o máximo que conseguir, a não ser que ele tenha algum problema de saúde ou escolha parar", afirmou.

O centro de instrução de guerra na selva tem como meta em pelo menos 30 anos transformar o centro de treinamento m uma Escola de Guerra na Selva. Os militares que passam pelo treinamento chegam a andar 20 horas por dia sem parar, e manter uma rotina de sono diária de no máximo três horas.

Referência mundial

Alguns exércitos de outros países vêm ao Brasil para participar e aprender um pouco mais sobre o curso. Em uma rápida comparação, o treinamento do Batalhão de Operações Militares, o BOPE, parece com o treinamento. O nível de existência chega a ser maior.

Criado na década de 60, o curso nasceu da necessidade do exército ter homens que pudessem operar na selva. O quartel localizado em Manaus ficou pronto em 1967. Dentro do CIGS, os alunos tem moradia e estudam. Eles ficam de forma integral durante o curso.

O Tenente Coronel Mota, em palestra, explicou um pouco mais sobre as condições do treinamento do CIGS (Centro de Instrução de Guerra na Selva). "Eu mesmo, quando participei do meu curso perdi 13kg. É uma questão fisiológica em certos casos", disse.


Logo após os cursos os alunos passam uma semana de desmobilização, para que assim ele possa voltar ao trabalho, ao convívio normal do quartel sem nenhuma sequela do trienamento. "Os perigos enfrentados na Selva podems er grandes, porém a equipe de instrução, que já passaram pelo curso estão ali em alerta para tentar salvar o aluno em qualquer momento", acrescentou.

Por Rafael Cadengue – Agência de Notícias UniCEUB

segunda-feira, 28 de maio de 2012

NA SELVA (28.05) - Instabilidade climática provoca parada técnica de voo da FAB em campo militar

SERRA DO CACHIMBO - O voo que levava o grupo composto por alunos de jornalismo do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e da Universidade de Brasília (UnB), em missão de cobertura nas fronteiras da Amazônia, foi obrigado a fazer uma parada técnica no meio do caminho. A aeronave da Força Aérea Brasileira, modelo C-99A, deixou a base aérea de Brasília (DF) por volta das 10h30.


            O pouso no município de Cachimbo, no campo de provas Brigadeiro Velloso, na divisa do estado de Mato Grosso (MT) com o Pará (PA), aconteceu às 12h40, horário de Brasília.


A decisão de interromper a viagem foi tomada após o comandante do voo, o piloto e Capitão da Aeronáutica, Igor Sampaio, avaliar as condições climáticas. Por causa dos fortes ventos, a aeronave consumiu mais combustível do que o esperado. Para garantir a segurança dos tripulantes, o comandante considerou mais prudente uma parada para reabastecer o jato da Embraer.


Durante 15 minutos, a aeronave foi abastecida com querosene. “Agora, com o tanque cheio, dá para fazer o caminho Manaus/ Cachimbo duas vezes”, explica o piloto.


A mudança de planos de voo não é rara na região norte do país. “A maior dificuldade de voar na Amazônia está nas bruscas variações climáticas, o que gera muita instabilidade”, disse o piloto.


A viagem foi retomada e até Manaus, o voo durou mais uma hora e meia. Os alunos vão participar de uma programação com palestras sobre assuntos locais, visitas a comunidades indígenas e terão a oportunidade de conhecer o trabalho de defesa que é desenvolvido nas fronteiras com a Venezuela, Colômbia e Guiana.


 Piloto nega ponto cego


Entre os mitos que circulam a respeito de voar na Amazônia, existe o senso comum de que há pontos não visíveis pelo controle de tráfego aéreo. O comandante da aeronave negou essa ideia.


Uma curiosidade é que o local da parada do reabastecimento é o mesmo onde, em 2006, o Legacy que colidiu com o voo 1907, da Gol, fez um pouso de emergência. Na base aérea de Cachimbo, o jatinho permaneceu retido para investigação por mais de três anos.


Segundo as investigações, o acidente deixou 154 mortos e teria se motivado por uma sucessão de falhas dos pilotos americanos e de militares em terra, que faziam o controle do tráfego aéreo. Oitos militares envolvidos no caso foram presos e excluídos da corporação. Os pilotos civis respondem processo em liberdade nos Estados Unidos.


Por José Maurício e Sthael Samara – Agência de Notícias UniCEUB
Foto: Sérgio Vinícius