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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Decisão sobre acupuntura apenas por médicos completa um ano, mas terapeutas contestam. Veja entrevista

Uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª região causou polêmica entre médicos e profissionais de saúde, principalmente técnicos de acupuntura desde a publicação no Diário Oficial da União. No ano passado, a deliberação restringiu a médicos a prática de acupuntura sendo anulado o feito por psicólogos, farmacêuticos e fisioterapeutas o uso profissional da prática. O projeto foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

O Conselho Federal de Medicina pedia desde 2001 a restrição e, para o CFM, a acupuntura é uma especialidade da medicina como pediatria e psiquiatria. Para eles, definir a área de atuação dos médicos reduz os conflitos sobre o que deve ser praticado por praticantes da medicina ou por outros profissionais da área de saúde. O Tribunal acatou os argumentos do CFM e reconheceu que o tratamento de doenças é prática exclusiva de médicos. Os desembargadores do TRF concluíram ainda que o corpo de profissionais dos Conselhos Federais de Psicologia (CFP), Farmácia (CFF) e Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) não podem regular a prática da acupuntura com as suas resoluções.

Briga - Em resposta, o Conselho Federal de Farmácia publicou nota técnica em seu site sobre a decisão do TRF e que serão tomadas providências para assegurar o exercício do profissional. A nota explica que as decisões publicadas pelo CFM não são definitivas e não tem efeito imediato no exercício da acupuntura. O presidente do Conselho, Walter Jorge João, afirmou que “o Código Brasileiro de Ocupação prevê a figura do médico acupunturista, ou seja, a medicina também pode exercer a atividade” e que não existe lei que determine a prática como ato privativo do médico, como consta na página do CFF.

O TRF 1ª Região publicou um esclarecimento sobre a sentença, e em primeiro ponto aborda que “a decisão se refere apenas a resoluções dos Conselhos de fisioterapeutas, farmacêuticos e psicólogos, portanto, tais profissionais não estão proibidos de aplicar acupuntura, apenas não têm respaldo oficial de seus Conselhos”.

O acupunturista e shiatsuterapista David Gonçalves Nordon publicou um artigo na revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba sobre a decisão do Tribunal e o sentimento compartilhado por alguns profissionais que já exercem a profissão no Brasil há muitos anos. O profissional afirma que é necessária a regulamentação da profissão de acupunturista. Para ele, “Só acha que deveria ser de exclusividade médica a acupuntura quem não conhece o suficiente a respeito dela”.
 
Por Camila Schreiber - Agência de Notícias UniCEUB
Entrevista de vídeo: Camila Muguruza

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sistema público no DF oferece parto humanizado em quatro unidades de saúde


Em contraste aos 34,3% de cesáreas no sistema público no Distrito Federal (a Organização Mundial de Saúde recomenda que essa porcentagem não passe de 15%), o parto humanizado é opção de assistência especial nos hospitais regionais do Gama, Santa Maria, Asas Sul e na Casa de Parto de São Sebastião.
  Ao escolher o parto humanizado como procedimento, a mulher pode optar pelo corte do cordão umbilical tardio, além de ter a possibilidade de amamentar o bebê nos primeiros minutos de vida. Conforme especialistas apontam, quase não há intervenção médica e não existem restrições de acompanhantes durante o procedimento. A Secretaria de Saúde informou que o serviço humanizado funciona na Casa de Parto de São Sebastião, no Hospital Regional do Gama, na Asa Sul e em Santa Maria.
O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) defende o parto normal humanizado e já possui regulamentações específicas para sua realização em Centros de Partos Normais e Casas de Parto. Porém, o Conselho Federal de Medicina (CRM) recomenda que os partos sejam, preferencialmente, realizados em ambiente hospitalar, pois caso haja necessidade de intervenção cirúrgica, os profissionais já estão disponíveis no local.
Referencial
A Casa de Parto de São Sebastião se tornou um modelo no Distrito Federal. O local estabeleceu um protocolo que contém as regras mínimas que avaliam o baixo risco da gravidez. Os requisitos necessários são ter até 42 anos, feto deve estar cefálico – com a cabeça para baixo –, realizar no mínimo seis consultas de pré-natal e a gestante estar em trabalho de parto.
A chefe da Casa, Jussara Vieira, 49 anos, explicou que o trabalho realizado segue os “sentimentos” da mãe. “As mulheres são acostumadas com o serviço de saúde, onde devem obedecer aos médicos. Aqui, a gente muda um pouco essa história. A mulher tem o direito de escolher como quer parir”, destacou Jussara.
Fadas madrinhas
 Um dos grandes diferencias do Parto Humanizado é o presença das doulas. Elas são mulheres que dão suporte físico e emocional a gestantes durante e após o parto. O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ) chegou a vetar em 2012, a presença de qualquer profissional durante o parto que não esteja incluído no quadro da equipe médica do hospital. Porém, no dia 30 de julho, a Justiça Federal suspendeu as resoluções. Para a doula Adèle Valarini, que trabalha em São Sebastião (DF), a presença das profissionais é importante. “Ficamos o tempo todo com as gestantes e utilizamos métodos que auxiliam a diminuir a dor das contrações”, contou.
 Durante o parto, a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os termos médicos e os procedimentos hospitalares e elimina a eventual frieza da equipe de atendimento. A doula auxilia a gestante a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto, mostrando formas eficientes de respiração e propondo medidas naturais que podem aliviar as dores, como: banhos, massagens e relaxamento.

Por Patrícia Figuerêdo e Jéssica Nascimento – Agência de Notícias UniCEUB

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Vigilância Sanitária inspeciona 10 mil restaurantes e interdita 158

De janeiro a novembro do ano passado, foram feitas 10.129 inspeções no setor de alimentos no Distrito Federal. Pelo menos 10 mil eram restaurantes e destes, 158 foram interditados. Os dados de 2012 ainda não foram consolidados.

Em Brasília, o responsável para a verificação de alimentos e saúde dos restaurantes é o governo local, que atua pela Diretoria da Vigilância Sanitária que, atualmente, conta com 160 fiscais distribuídos em 22 núcleos regionais do Distrito Federal.

Para que Brasília tenha uma fiscalização mais frequente e menos restaurantes autuados deve-se aumentar o número de auditores de vigilância sanitária.  “Um problema que enfrentamos é a escassez de auditores, o que torna a fiscalização menos frequente. Quando dividimos os 160 auditores nos 22 núcleos eles se tornam poucos”, disse André Godoy, gerente de alimentos da Vigilância Sanitária do Distrito Federal.

Os fiscais

Os fiscais são de nível superior e escolhidos através de concurso público. De acordo com o órgão, eles seriam treinados para realizar o trabalho de maneira que todo o local seja supervisionado, desde o fluxo de produção até o treinamento dos funcionários.

Como ocorre a fiscalização

Existem basicamente duas formas que a fiscalização acontece e demandas que devem ser atendidas, como pedidos de órgãos do Ministério Público. A primeira ocorre com a denúncia de determinado restaurante. Quando uma pessoa liga para o número 160 e faz uma reclamação, o assunto é encaminhado a um auditor ou fiscal relacionado ao núcleo onde o restaurante se encontra. A fiscalização programada é a segunda forma, quando a iniciativa é do próprio órgão. O intuito é de orientar e observar a rotina dos restaurantes. Caso o estabelecimento apresente risco, o local pode ser interditado. Ao apresentar uma falha, o dono do local poderá ser intimado e terá determinado prazo para correções.
 
Por Ananda Beleza - Agência de Notícias UniCEUB

domingo, 2 de setembro de 2012

Ponto eletrônico gera resistência em profissionais de saúde, diz coordenadora do Hospital da Criança


A implementação do ponto eletrônico gerou resistências dos médicos, segundo a coordenadora de administração de pessoas do Hospital da Criança de Brasília, Maria Rilda Silva. Com o ponto, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal espera ter maior controle sobre a jornada de trabalho dos profissionais.
O Hospital da Criança de Brasília foi o pioneiro na implantação do controle eletrônico de frequência no Distrito Federal. Segundo Rilda, o Hospital da Criança é uma Organização Social, isso significa que a instituição utiliza recursos governamentais,  embora a gestão seja feita por uma empresa privada. Alguns funcionários são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e outros são servidores públicos.

 De abril a maio, a administração do hospital tentou fazer testes de implantação do ponto eletrônico. “Tivemos dificuldades, principalmente com os médicos da Secretaria que, em geral, são servidores com 20 e até 30 anos de serviço público. Eles se negaram a prestar informações necessárias ao sistema, como o número do PIS”, informou a coordenadora. A situação mudou por causa de uma portaria que obrigou a todos à submissão do controle eletrônico.
De acordo com a coordenadora, é muito comum que médicos trabalhem em outras unidades hospitalares. “É na locomoção de um local para o outro que acontecem os atrasos desses profissionais”. Em dois meses de controle de frequência eletrônica a coordenadora afirmou que é possível identificar essa impontualidade dos profissionais. “Infelizmente ainda não foi possível reduzir o tempo de espera dos pacientes, mesmo com a frequência eletrônica”, disse.
Desde o mês de junho, funcionários e servidores têm a frequência controlada pelo ponto eletrônico que funciona com pressão de digitais e, eventualmente, com chip de crachás. Atualmente, de acordo com Maria Rilda, caso o profissional não cumpra a carga diária, o hospital trabalha com a compensação. “O funcionário tem 30 dias para compensar o período e caso ele trabalhe a mais terá direito a folgas”.
Atualmente, de acordo com a coordenadora do hospital, existem 150 médicos trabalhando e aproximadamente dez deles ainda recusam-se a bater o ponto eletrônico. Para ela, a categoria pode ser considerada uma das mais resistentes do país. “Por causa do trabalho deles em salvar vida e lidar com doenças, eles consideram ´burocracias administrativas´ irrelevantes à profissão deles”.

Por Elaine Andrade - Agência de Notícias UniCEUB

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Jornalismo deve colaborar para diminuir preconceitos, acredita sexóloga

A sexóloga e convidada especial do Programa Altas Horas (da Rede Globo), Laura Muller, entende que o jornalismo deve ajudar a diminuir preconceitos de qualquer tipo quando o assunto é sexualidade. Ela esteve na Feira Capital Estudante, no Shopping Pátio Brasil, em Brasília, no último sábado, 18 para bater um papo com os estudantes do Distrito Federal.

Em entrevista à Agência de Notícias do UniCEUB, Laura Muller falou sobre carreira, trabalho atual e sexualidade. A escritora iniciou a carreira como jornalista escrevendo nos jornais Folha de São Paulo e Folha da Tarde. A carreira deslanchou na área da sexualidade, após o surgimento de uma vaga de editora de sexo e comportamento na Revista Cláudia.

O assunto rendeu tanta curiosidade à Laura, que a motivou a realizar uma pós-graduação em Educação Sexual. Escreveu para inúmeras revistas e jornais sobre o tema e, hoje, além do quadro no programa Altas Horas, Laura escreve as colunas “Sexo em segredo” e “Sexo sem neuras” para o Jornal Agora São Paulo e para o Portal iG.

Além de escritora e jornalista, Laura também é psicóloga. Atende crianças, adolescentes, adultos e casais em seu consultório particular de psicologia e ministra palestras por todo o Brasil com temas relacionados à sexualidade e comportamento para todos os públicos, sem exceção, inclusive para a terceira idade.

Questionada sobre sexo como tabu, Laura concordou que o tema ainda gera muitas polêmicas, mas que isso faz parte de um processo, que se iniciou em 1996, com as campanhas contra a AIDS. “Atualmente, os jovens estão cada vez mais curiosos e abertos a questionamentos relacionados à sexualidade”, diz Laura Muller.

A psicóloga disse que é preciso falar sobre sexo na sociedade como um todo, como um tema mais amplo. “Sexo ainda gera muito preconceito, mas o jornalismo está de portas abertas para recebê-lo.” Laura tem três livros publicados até o momento: “500 perguntas sobre sexo”, “500 perguntas sobre sexo do adolescente” e “Altos papos sobre sexo”, o mais recente.

A, jornalista, sexóloga e psicóloga Laura Muller, 42, adentrou ao recinto, que comportava uma plateia heterogênea, sob aplausos e euforia. O barulho fora do local da palestra e a versatilidade da sexóloga suscitaram uma ideia melhor na cabeça da escritora de “Altos papos sobre sexo”.

Estava instalado ali um programa de auditório com perguntas e respostas que se estenderia por mais de uma hora discutindo o que o jovem precisa saber sexo; doenças sexualmente transmissíveis e como evitá-las; gravidez fora de hora; aborto; masturbação; pílula do dia seguinte; e os momentos de visitas aos médicos.

A estudante de Ciências Contábeis, Naíra Barbosa, 18, achou o momento proveitoso. “Ela aborda o assunto com muita naturalidade e tirei dúvidas interessantes”, afirmou a estudante. O professor de Contabilidade e Administração, Adalberto Capanema, 43, admirou a clareza da profissional. “Uma excelente abordagem sobre o tema. Ela orientou os jovens de forma bastante clara e objetiva.” Laura respondeu a todas as perguntas com muita atenção, respeito e uma alegria contagiante. A sexóloga dominou o palco.

Por Luciano Villalba Neto - Agência de Notícias UniCEUB

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Saúde pública: remédio para diabético é oferecido como emagrecedor em farmácias no DF

Um remédio para diabetes tem sido ilegalmente vendido como emagrecedor em farmácias no Distrito Federal. A partir de uma consulta simples, a reportagem pôde constatar que o remédio chamado Victoza está sendo usado com o objetivo de emagrecer apesar de ser para tratar diabetes mellitus tipo 2, quando dieta e exercícios sozinhos não são suficientes para o controle da glicemia. Seu preço está entre 380 à 402,90 reais, apesar do valor do remédio, é preciso fazer encomenda devido a “grande procura” de acordo com comerciantes.

A
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já proibiu remédios usados como emagrecedores que continham anfetaminas, porém os usuários sempre encontram forma de driblar a situação. A Anvisa não apresenta estudos que comprovem qualquer grau de eficácia ou segurança do uso do produto Victoza para redução de peso e ainda afirma que o uso para outra finalidade caracteriza elevado risco sanitário para a saúde da população, mas mesmo assim o medicamento continua sendo adquirido para esse fim.

O remédio que é consumido por esse público de uma forma incorreta é o Victoza (Liraglutina), que é um antidiabético e está disponível em diversas farmácias em Brasília, sem prescrição médica.


Foi informada pela Anvisa que uso de receita para a compra deste remédio é estritamente obrigatória mas na realidade, o acesso é extremamente fácil, pode-se fazer o pedido até por telefone, ao perguntar se é preciso de receita, não existe nem discussão, a resposta é, não.


A Anvisa reconhece que é possível que exista comércio irregular do medicamento e assegura que monitora o uso. “Considerando a situação atual do produto no mercado, em que já foi gerado um sinal de uso off label (uso de medicamento para indicações clínicas diferentes das autorizadas) para tratamento de obesidade, há de se tomar medidas sanitárias no sentido de alertar sobre o fato”,explicou a agência em nota.


Vigilância Sanitária

A Vigilância Sanitária informou que para a venda do produto, a prescrição médica é necessária, porém não existe retenção da receita, isso seria um fator que facilita a venda sem receita própria e informa que não consegue detectar a prática. “Não há meios que mostrem se o produto é vendido ou não nos estabelecimentos farmacêuticos”, aponta.

A Vigilância Sanitária acrescenta que a fiscalização também é papel da sociedade “É importante (a ação da população) na medida em que esteja conscientizada de que medicamento só deve ser consumido mediante acompanhamento médico, mesmo aqueles que independam de prescrição, pois qualquer medicamento utilizado de forma incorreta, em doses inadequadas, para fins diversos de sua indicação, pode causar danos, muitas das vezes, irreparáveis.”
Por Bruna Meneghini - Agência de Notícia UniCEUB

segunda-feira, 19 de março de 2012

Nutricionista esclarece que suplementos não fazem “milagre” e indica como aumentar metabolismo para emagrecer

A nutricionista Carolina Amâncio, mestre em educação física, refuta a ideia de que alimentos ou suplementos termogênicos consigam resultado isoladamente. Embora tenha elogiado as propriedades da semente de chia, por exemplo, negou que tenha algum efeito sem que a pessoa colabore para o gasto de caloria.  Assista abaixo à entrevista da especialista.






“Não adianta tomar um suco com a chia e depois tomar um litro de sorvete. Não vai adiantar nada. O necessário é uma dieta balanceada com exercícios físicos regulares”. Além da chia, a especialista informou que não há comprovação científica de outro “queridinho” nas farmácias, as cápsulas de óleo de coco.


Ela citou alguns alimentos importantes para a aceleração do metabolismo. “Tanto a canela, que pode ser utilizada com frutas, como o gengibre, em sucos, são bons aceleradores”. Mas o ideal, antes de mais nada, é que seja procurado um nutricionista para que possa elaborar uma dieta equilibrada.
Por Maria Helena - Agência de Notícias UniCEUB