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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Empresas oferecem prática de exercício físico para funcionários

Com o objetivo de melhorar a qualidade no ambiente de trabalho empresas buscam inovações com a prática de esporte e exercícios. Segundo pesquisa feita por empresade recursos humanos organizações vêm utilizando essas atividades para motivar os funcionários em suas empresas.
O Ministério da Previdência Social oferece aulas gratuitas de dança a seus funcionários de alguns setores, como a Ouvidora. Segundo Aline Jacques há algumas resistências dos funcionários no inicio dessas atividades, mas logo eles gostam das aulas. “Parece que são outras pessoas após alguns meses de aula. No início eles ficam tímidos em dançar de casal, mas depois se soltam.”
A Embrapa foi outra empresa, onde os funcionários se uniram para a prática de corrida de Kart. A corrida se tradicional para a empresa, foi criada a Copa Embrapa Cerrados de Kart. Desde 2008 há o campeonato se tornou famoso entre outras pessoas que não disputavam a corrida. Dário Dantas, um dos funcionários da Embrapa, afirma que as corridas começaram aos com poucos participantes, mas logo outros participaram do evento. “Surgiu, então, a ideia de se fazer a Copa aberta a todos os funcionários da Embrapa.”

O Programa Viva Bem UnB é outro exemplo dessa proposta de exercício físico nas organizações. O programa criado na Universidade de Brasília visa estimular a prática de exercícios entre todos os funcionários da UnB. Atualmente mais de 100 pessoas praticam alguns esportes oferecidos pelo Viva Bem. Entre alongamento, ginástica localizada, step,. Dança de salão e jiu-jitsu, o programa possui cerca de 20 profissionais na aérea de Nutrição, Fisioterapia e Educação Física.

 por Luciana Amaral e Victor Barbosa

Pesquisa revela que qualidade no ambiente de trabalho melhora desempenho dos funcionários

Uma pesquisa feita pela empresa de recursos humanos constatou que a maior motivação dos funcionários é ter um ambiente saudável e bom relacionamento com os colegas. O levantamento feito no ano passado ouviu mais de 40 mil executivos e também revelou que a felicidade no emprego gera ganhos entre a empresa, pois dessa forma a produtividade do funcionário aumenta.
Uma alternativa que visa a melhorar o ambiente de trabalho é a pratica de exercício físico. Esta alternativa já é utilizada por algumas instituições, como a Universidade de Brasília, o Ministério da Previdência Social e a Embrapa.
Passo a passo - Segundo Marcelo Nascimento, professor de Educação Física da UnB, a atividade física pode evitar problemas de saúde dos funcionários. “O cansaço e esgotamento começa na mente e passa para o corpo e passa para o corpo. Isto pode se refletir em ganho de peso e a gordura prejudica a rotina da pessoa no dia a dia. O maior problema é que esse processo nem sempre é percebido, pois acontece gradativamente.”
Marcelo Nascimento afirma que a intenção da prática de exercício nas empresas não visa alterar toda uma estrutura de trabalho, mas apenas criar algumas condições de melhora na qualidade de vida do trabalhador. “O esporte é uma ferramenta de transformação quando bem utilizado e de objetivos claros.”

por Luciana Amaral e Victor Barbosa

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Construção civil alavanca oportunidades de empregos no DF

O setor da construção civil ergue o mercado de trabalho no Distrito Federal. De acordo com informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do Ministério doTrabalho, a taxa de desemprego total no Distrito Federal diminuiu de 12,6%, em janeiro de 2011, para 11,5%, em janeiro de 2012.

De acordo com o Cadastro Geral deEmpregados e Desempregados (Caged) de março de 2012, Brasília é a quinta cidade, dentre 50 cidades brasileiras, que mais contratou em fevereiro deste ano. O saldo de vagas, diferença entre contratações e demissões, foi de 4.195.

Segundo o economista Victor José Hohl, ex-funcionário do Banco Central do Brasil e membro do Conselho Regional de Economia do DF, a diminuição da taxa de desemprego no Distrito Federal se deve à aproximação da data da Copa do Mundo de 2014. “Por estar mais próximo da Copa, o governo vem baixando as taxas de juros devido às muitas obras públicas, aumentando as oportunidades de emprego”, explica o economista. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção, somente na obra do Estádio Nacional de Brasília são mais de cinco mil pessoas empregadas.

O economista afirmou que o ramo da construção civil é o maior responsável pelo aquecimento da economia do Distrito Federal. “Emprega muita gente que, com renda, compra mais coisas, multiplicando, assim, as oportunidades de trabalho”. Mas, o economista alerta: a oferta maior de empregos no ramo é temporária. “Uma hora termina isso. A expansão de crédito é boa, aquece a economia, mas a médio e longo prazo gera pessoas endividadas”.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção e do Mobiliário do Distrito Federal, Edgar de Paula Viana, a construção civil é o carro-chefe da geração de empregos no DF. Segundo ele, hoje são 80 mil pessoas empregadas com registro em carteira de trabalho no ramo. “Não está faltando empregos na construção civil, estamos até importando gente de outros estados, do Goiás, do Maranhão, do Piauí. Atualmente, estamos com um excessivo número de obras”. 

De acordo com o secretário de Trabalho do Distrito Federal, Glauco Rojas Ivo, a alta de empregos no ramo da construção civil tem prazo de validade. “A área está superaquecida, mas vai permanecer somente por um tempo. Daqui a pouco as obras em Águas Claras e no Noroeste já estarão concluídas”. 

O secretário explica que o crescimento da taxa de emprego de 2011 para 2012 se deve ao constante crescimento da cidade. “A cidade está muito acima do que ela suporta, o que gera mais demanda para todos os setores, como da construção e do consumo”.

Além disso, segundo o especialista em trabalho, o calendário de eventos internacionais,como a Copa do Mundo, também começa a mexer com a cidade. “Foram anunciados na semana passada 2 bilhões de reais de investimentos em Brasília para o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] Mobilidade Urbana Grandes Cidades,gerando mais postos de trabalho e mais renda para a massa de gente que trabalha”, concluiu o secretário.

Nos últimos 12 meses houve a redução do desemprego em 11 mil pessoas no DF. Foram gerados 44 mil postos de trabalho em janeiro deste ano, número superior às 33 mil pessoas que ingressaram na População Economicamente Ativa (PEA) em janeiro de 2011, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), do Ministério do Trabalho.

O tempo médio de procura por trabalho na capital federal, de acordocom a pesquisa, reduziu de 41 semanas, em janeiro de 2011, para 37 semanas emjaneiro de 2012.

Condições nas obras
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção e do Mobiliário do Distrito Federal, Edgar de Paula Viana, as condições de trabalhonos canteiros de obras já foram ruins, mas, ultimamente, estão melhores. “Houve uma melhoria de mais de 80% nas condições de trabalho para os trabalhadores em relação aos anos anteriores. Como conquistas posso citar o vale-transporte para trabalhadores da construção civil, a alimentação no próprio canteiro de obras, incluindo café da manhã, e a assitência dentária gratuita”, expôs osindicalista. 

Serviço público versus indústria

Outro grande responsável pela geração de empregos em Brasília é o serviço público, afirma o secretário de Trabalho do Distrito Federal, Glauco Rojas Ivo. “Brasília foi construída em cima do conceito de posses de trabalho oriundo do serviço público, mas o conceito já está ultrapassado”, acredita o especialista. Para ele, a cidade está em uma ‘encruzilhada histórica’: ‘Qual é a vocação de trabalho para a indústria da cidade?’.

O secretário acredita que a indústria de tecnologia tende a crescer no DF. “A indústria do conhecimento, que é a indústria do futuro, é uma das que em Brasília pode crescer. A capital tem que fazer um esforço para atrair esse tipo de empresa”.
Cenário brasileiro

Antes de analisar o cenário local do DF, o economista Victor José Hohl, que é ex-funcionário do Banco Central, fez uma análise da economia brasileira ao longo do tempo. Para ele, é necessário construir um panorama geral sobre emprego e desemprego no país para entender as taxas de hoje.

No Brasil, segundo o especialista, a economia era excessivamente inflacionária até o ano de 1994. “O país não tinha crédito e a bolsa de valores não funcionava, a economia era estagnada”, explicou.

Com o Plano Real, em1994, houve a estabilização da moeda e a economia brasileira começou afuncionar. “A partir de 2002 o país começou a entrar nos eixos”. Segundo o economista, em 2006, a taxa de crédito em relação ao Produto Interno Bruto(PIB) no Brasil era de 28%. Hoje, a mesma taxa representa quase 50%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante o ano.

“O governo injeta crédito, aquece a economia, aumenta a demanda agregada e cria mais empregos, principalmente no ramo da construção e da indústria”, explicou Hohl. 

A taxa de Sistema deLiquidação e Custódio (Selic) – que reflete o custo do dinheiro para empréstimos bancários, com base na remuneraçãodos títulos públicos – é uma das grandes responsáveis pela diminuição ouaumento de crédito para o país.

A taxa é a mais básica delimitada pelo Banco Central do Brasil, que fiscaliza as instituições financeiras. De acordo com o economista, “se a taxa Selic aumenta, todas as outras taxas também aumentam e o país desaquece. É a forma de o governo brecar a economia, aumentando a inflação”.

Em 2011, houve um aumento de 12,5% na taxa Selic do Brasil, o que desaqueceu a economia, tornandoo crédito mais caro. “Recentemente, a presidente [Dilma Rousseff] começou ainverter o jogo e derrubar a taxa Selic. Em 2012, ela a passou para 9%,obrigando os bancos públicos, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, a diminuir os juros, aquecendo novamente a economia brasileira”.

Segundo o economista Victor José Hohl, com taxas menores de juros as pessoas vão mais as compras,diminuindo o desemprego. Em março deste ano foram criados, no Brasil, 111.746 postos de trabalho com registro em carteira, uma alta de 20,6% em relação amarço de 2011, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados(Caged).

Por Natália Aquino - Agência de Notícias UniCEUB

quinta-feira, 3 de maio de 2012

IGP-M cresce em abril rumo à inflação e preços podem subir, diz FGV

O programador Tiago Martins, que mora de aluguel no centro de Brasília, já foi alertado pelo seu locador: no fim do mês, quando o contrato vence e deve ser renovado, o valor do aluguel vai aumentar. "Ele já me disse que houve alta no índice que é usado como base para calcular o preço. A gente pode até negociar, mas o aumento é inevitável", contou. O número citado pelo locador é o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Em sua última aferição, o número fechou em alta de 0,85% no mês de abril. Além disso, só em 2012 o índice já escalou 1,47%. De acordo com a FGV, este aumento já era esperado e a tendência é que o número perca força no próximo mês. Aos jornalistas, o economista da Fundação, André Braz, adiantou que a soja pode ser o motivo de uma possível queda. " Os IPAs (Índice ao Produtor Amplo) Agropecuário e Industrial vão recuar. A soja vai influenciar muito nisso tudo", explicou.

Os IPAs, mencionados por Braz, são dois dos três índices que compõem o cálculo do IGP-M. O outro é o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que também cresceu no mês de abril. O indicador, que varia em uma escala que chega ao máximo de 200 pontos (quanto mais perto de 200, maior a confiança do consumidor), fechou o último mês nos 128,7 pontos. Este número representa uma alta de 4,9%, se confrontado com o mês anterior.

A pesquisa, feita em mais de 2 mil domicílios, em sete capitais, entre os dias 2 e 20 de abril, mostrou que o indicador alcançou uma média histórica, desde que sua medição foi iniciada, em setembro de 2005. "Ao contrário dos americanos e europeus, os brasileiros estão vendo o resto do mundo sofrer com a crise, mas acompanham seu país que, pelo menos até o momento, se mantém fora dela. Isso obviamente eleva a confiança de qualquer consumidor em sua própria economia", aponta Alessandra Costa, economista graduada pela Universidade de Berkley, na Califórnia.

Para o locatário Tiago, o aumento continuará vindo, mas o segredo é a economia se manter estável, para que a população não sofra futuramente as consequencias. "Acho que se tudo ficar como está, ou seja, sobe um pouco aqui, mas diminui um pouco ali, dá pra levar. Tudo depende de preço pra gente. Só não pode deixar nosso salário ser menor que as contas, se não ninguém aguenta", ressalta em tom de brincadeira.

Por Vinícius Werneck - Agência de Notícias UniCEUB

sexta-feira, 16 de março de 2012

Crescimento econômico do Brasil é "instável", segundo pesquisa

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou uma pesquisa nesta quinta-feira (15/03) que mostra instabilidade no desenvolvimento do país.


Para chegar a essa conclusão, os técnicos do órgão analisaram o Índice de Qualidade de Desenvolvimento (IQD) do Brasil, que mostra como os principais componentes do desenvolvimento econômico têm contribuído para o crescimento do país.


De acordo com dados do IBGE, do Banco Central, do Ipea e da FGV, o índice fechou o ano em 269,35 pontos, o que é considerado "instável" para o desenvolvimento.


Para compreender melhor o processo, é necessário analisar o comportamento dos subíndices que compõe o IQD, que são: o índice de desenvolvimento social, o índice de inserção externa e o índice de qualidade de crescimento (saiba mais sobre isso).


Em queda - O índice de desenvolvimento social apresentou um comportamento declinante ao longo de 2011. Esse comportamento se deu, segundo a pesquisa, por conta da taxa de desemprego ter aumentado ao longo do primeiro semestre do último ano. Mas acabou se estabilizando no meio do ano e só melhorou a partir de outubro.


Em relação ao índice de inserção externa, outro item mensurado, teve a influência da crise econômica europeia, momento considerado ruim para o desenvolvimento, com pontuações entre 209 e 216. O índice evoluiu para 256 pontos em outubro, contribuindo para a estabilidade do IQD, mas tornou a reduzir nos últimos dois meses do ano. De forma que em nenhum momento o índice saiu dessa zona de instabilidade.
No período de maior estabilidade, houve um aumento do investimento estrangeiro direto ao longo de 2011. Outro motivo é a necessidade de elevação das reservas internacionais entre março e agosto. A marca negativa dominante foi dada pela renda líquida enviada ao exterior. O lucro, que poderia ter ficado no país, foi mandado para fora de casa.


Por fim, o índice de qualidade do crescimento, que apresentou um comportamento variável abriu o ano com 279 pontos, caiu para 245 pontos em março e se recuperou para 277 em agosto. Mas em outubro oscilou para a casa dos 240 pontos e fechou o ano em 251. Mais uma vez uma pontuação considerada instável para o desenvolvimento.


De acordo com o Ipea, essas altas e baixas do índice do crescimento ocorreram por causa das diferenças entre o capital que gira na economia e o que foi efetivamente produzido no mercado nacional.


Por Mariana Torres - Agência de Notícias CEUB