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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Delegada de atendimento à mulher aposta em formação contra violência desde criança


Delegada Ana Cristina em Coletiva no UniCEUB

Investir na educação infantil é fundamental para formar uma sociedade menos agressiva com as mulheres. Essa é a opinião da delegada especial de atendimento à mulher, Ana Cristina Melo, que comemorou o fato de a educação local implantar no currículo dos estudantes, noções de lei Maria da Penha e gênero. ‘‘É na infância que tudo começa. Como quando os alunos aprenderam a usar a faixa de pedestres e hoje somos exemplo’’.
 
Para a delegada, a Lei Maria da Penha foi fundamental para dar maior visibilidade à questão da violência doméstica. Com a lei, o acesso à informação aumentou e mais canais de denúncias foram criados. De acordo com Ana Cristina, esses são fatores que podem justificar a liderança do DF na quantidade de denúncias. “As mulheres recebem panfletos, assistem na televisão e isso as encoraja a denunciarem”, exemplificou.
 
Ainda segundo Ana Cristina, as ocorrências ficam registradas, porém a partir do momento em que a mulher retira a denúncia, o processo é arquivado. Para ela, não há características específicas do perfil dos agressores.
A delegada apontou que as denúncias tendem a aumentar, mas considera que ainda há um desafio pela frente: “Fazer com que a violência doméstica seja tratada como um tema maior”, disse.

 
Por Patrícia Figuêredo - Agência de Notícias UniCEUB
 

sábado, 6 de abril de 2013

Conselheiro tutelar de Ceilândia critica gestões passadas. "Era cabide eleitoral"

O novo conselheiro tutelar de Ceilândia, delegado Fernando Fernandes, afirmou que os conselhos tutelares eram tradicionalmente “cabides eleitorais” e compostos por pessoas “despreparadas”. Eleito em dezembro do ano passado, ele disse que a gestão atual é formada por pessoas com maior entendimento sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. O conselheiro confirmou que, pela primeira vez, todos os candidatos passaram por provas de conhecimento na área antes de assumir o cargo. 
Fernandes esclareceu que os conselheiros tutelares têm a missão de fiscalizar as unidades de internação de menores de idade, mas que esse trabalho não era feito pelos antigos conselheiros. “Para ter uma ideia, tinha gente que não sabia redigir um texto (sic)”, afirmou o novo conselheiro da Ceilândia. Ele criticou o governo e disse que sua maior frustração é trabalhar com a rede de políticas públicas do Estado. “Nosso maior aliado [dos conselheiros] é o Estatuto da criança e do adolescente (ECA) e nosso maior inimigo é o governo, com as medidas de correção social ineficientes”, lamentou o responsável pelo Conselho Tutelar de Ceilândia.


Maioridade Penal

Com mais de 20 anos de experiência em delegacias do Distrito Federal, Fernando Fernandes não acredita na redução da maioridade penal como solução para reduzir a criminalidade. “Os maiores vão sempre procurar quem está abaixo da lei. Se abaixar para 16, eles vão atrás dos jovens de 14 e assim por diante”, alertou o conselheiro.
Ao falar de solução para os problemas da criminalidade, em especial na região de Ceilândia, Fernandes cita a escola em tempo integral como ferramenta necessária para redução dos índices de violência na região. No entanto, o conselheiro volta a criticar o governo ao falar que a implementação dessa política “anda com passos de tartaruga.” Atualmente, das 37 unidades de ensino na Ceilândia, duas escolas adotam o regime integral.
Internação Compulsória
Fernandes defende a internação compulsória para viciados em drogas no Distrito Federal, a exemplo do que foi feito no Rio de Janeiro e em São Paulo, e acredita que o governo tenha condições para atender a demanda de dependentes químicos. “É uma bandeira que eu defendo, e tento, por meio do conselho tutelar, sustentar essa proposta”, acrescentou  Fernando Fernandes.

Por Willian Farias - Agência de Notícias do UniCEUB

sábado, 9 de março de 2013

Distrito Federal possui o 8º maior índice de homicídios de mulheres no Brasil, aponta estudo


O Mapa da Violência 2012, divulgado pelo Instituto Sangari e de autoria de Julio Jacobo Waiselfisz, coloca o distrito Federal como o 8º mais violento para as mulheres no país. Segundo os últimos dados, relativos a 2010, foram 78 assassinatos, o que correspondeu a uma taxa de 5,8 homicídios para cada 100 mil mulheres. Veja a pesquisa

A publicação mostra que o estado do Piauí é o que apresenta menor índice de violência contra a mulher, 2,5 a cada 100 mil e o Espírito Santo, número 1 no ranking, apresenta uma taxa de homicídios de 9,6 mulheres para o mesmo universo. Se nos estados a média em 2010 foi de 4,4 homicídios para 100 mil mulheres, nas capitais ela foi ainda maior, 5,1, sendo as mais elevadas em Vitória, João Pessoa, Maceió e Curitiba, que apresentaram níveis acima dos 10 homicídios para cada 100 mil mulheres no mesmo ano.
Entre 1980 e 2010 foram assassinadas no Brasil mais de 92 mil mulheres, sendo 43,7 mil só na última década. A taxa aumentou 230% nesse período, passando de 1.353 em 1980 para 4.465 em 2010.

Psicóloga explica tipos de agressão

A utilização de objetos cortantes, penetrantes, contundentes e a sufocação são os meios mais expressivos quando se trata de violência contra a mulher, o que pode indicar maior incidência de violência passional.
As armas de fogo ainda são o principal instrumento de homicídio no país, mas quando se trata de homicídios femininos, elas representam pouco menos da metade, enquanto nos masculinos representam 3/4. Ainda fazendo um comparativo entre homicídios do sexo masculino e feminino, pode-se observar que a taxa de morte por meio de violência doméstica é muito mais alta quando se trata de mulheres. Apenas 14,3% dos homens apresentam incidentes desse tipo, já a taxa de mulheres violentadas e mortas dentro da residência é de 41%.

Os dados base da pesquisa realizada por Julio Jacobo Waiselfisz foram obtidos através do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS) e foram publicados na obra intitulada Mapa da Violência 2012.

Por Marina Corrêa - Agência de Notícias UniCEUB

Psicóloga alerta para os variados tipos de violência contra mulheres




A violência contra a mulher pode apresentar diferentes características e tipos. A humilhação, a agressão física, como o espancamento e a tentativa ou o ato de estupro, estão entre as características das atitudes violentas contra mulheres. Essa violência pode ser de ordem psicológica, física, moral ou de patrimônio como explica a psicóloga Ciomara Schneider em entrevista. Assista aqui

DF: oitavo em assassinatos de mulheres

Em 2006, foi instaurada a lei 11.340, conhecida como Maria da Penha. Antes do surgimento dessa lei, muitas vítimas não faziam denúncias, pois eram elas que deveriam levar a intimação até o agressor, o que acabava por intimidar as mulheres.

Hoje, com a lei Maria da Penha, as mulheres têm o respaldo legal para fazerem suas denúncias sem medo. Para recorrer à lei, a mulher precisa de testemunhas e provas da agressão. A psicóloga ainda lembra que além do respaldo legal, existem também os grupos de apoio a mulheres vítimas de violência aos quais as vítimas podem recorrer.

A lei Maria da Penha se aplica a qualquer pessoa em situação de fragilidade em uma relação conjugal, portanto, homens e homossexuais também podem recorrer a ela em caso de necessidade.
Para fazer uma denúncia, a vítima deve entrar em contato com o número 180.

Por Marina Corrêa - Agência de Notícias Uniceub
Entrevista - Mariana Gonçalves



segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Drogas lideram ocorrências entre jovens, diz delegado da Criança e Adolescente

Cerca de 30% dos crimes e contravenções que envolvem jovens e adolescentes no Distrito Federal, possuem conexão direta com o uso e comercio de drogas. Roubos respondem por 20% e
furtos por 15%, respectivamente, nos registros criminais da região. Esses dados foram fornecidos pelo delegado da Polícia Civil, Fernando Fernandes, que é o responsável pela 2ª Delegacia da Criança e Adolescente, que atende Ceilândia e entorno.

Segundo o delegado Fernandes, o governo não tem atendido de forma adequada as determinações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para ele, é necessário que se invista mais nas ações de ressocialização do jovem infrator. "Não adianta apenas prender. É preciso que o estado ofereça novas oportunidades para que o jovem não permaneça no crime", afirma Fernandes.

O delegado diz ainda que não acredita que uma possível redução da maioridade penal, vá contribuir para diminuir o índice de criminalidade entre jovens e adolescentes. "Não resolve. O mais importante é investir em educação, cultura e esporte, para que o jovem infrator tenha novas oportunidades na vida”, defende o delegado

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Greve do Detran-DF paralisa todos os serviços, garante sindicato

A greve do Departamento Estadual de Trânsito do Distrito Federal (DETRAN-DF) bloqueou todos os serviços, como propriedade de veículos, operação de fiscalização, reciclagem para condutores infratores, entre outros.
A informação foi repassada, nesta quarta-feira (dia 24), pelo sindicato dos funcionários do órgão, que garantiu, ainda, que todos os cerca de mil funcionários estão parados. A paralisação inviabiliza também fiscalizações em blitz e por helicópteros.
Segundo o vice-presidente do sindicato, Fábio Medeiros, o Governo do Distrito Federal não considerou as reivindicações e ainda não foi marcada nenhuma reunião a fim de acabar com a greve.
Segundo Medeiros, a greve está prevista para acabar na quinta-feira, dia 25 de outubro.

Por Thaís Betat, Agência de Notícias UniCEUB

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Polícia civil de Formosa sofre com falta de agentes e delegada é titular de três unidades

A falta de agentes de polícia para apurar crimes em Formosa (GO) é o principal problema enfrentado pela delegacia da cidade, segundo aponta a titular da 1ª DP, Mila Junqueira. A unidade tem acumulado cerca de 1800 inquéritos sem investigação. O município, localizado a 84 quilômetros de Brasília e com 100 mil habitantes, possui outras duas delegacias.

Ouça trecho de entrevista com delegada de Formosa

Segundo a delegada Mila Junqueira essa falta de agentes prejudica a relação da policia com a comunidade. “Eu, por exemplo, estou assumindo três delegacias. É humanamente impossível atender o povo, dar andamento em todos os inquéritos e isso acaba deixando a desejar e acumulando o trabalho.”

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O motivo apontado pela delegada para essa carência de servidor seria o baixo salário, o estresse da profissão, as constantes aposentadorias e a demora do concurso seletivo que é feito em apenas quatro e quatro anos. A falta de agentes pode se tornar um estímulo para que foragidos residam na cidade, de acordo com suspeita da delegada.

Finais de semana - Os principais registros dos crimes cometidos na cidade de Formosa são os homicídios, estelionatos e furtos. A delegada Mila Junqueira diz que esses crimes são ocorridos com mais freqüência aos sábados e domingos. “A maioria dos crimes estão sendo homicídios e tentativa de homicídio, mas os últimos que recebemos foi um furto de bicicleta e estelionato, também está tendo muito, temos muitos casos de falsificação de chefe e venda de lotes falsos.”

Uma vitima de furto foi Ruan Alves. Depois de ter sua bicicleta roubada, Ruan foi procurar a polícia militar para que fizesse uma busca e registrasse a ocorrência. No entanto, após os policiais não encontrarem os autores do roubo, mandaram Ruan ir até a delegacia civil para fazer a ocorrência de furto. Ruan afirma que esses furtos são comuns na região onde ele mora. “Essa não é a primeira vez que alguém vem me roubar, teve outra vez que tive que ficar descalço, pois os ladrões levaram o meu tênis.”

Além desse crime, outras ocorrências que tem chegado ao 1° DP civil de Formosa, estão envolvendo abuso de autoridade cometido por alguns policiais militares. Mila Junqueira afirma que essas ocorrências geram alguns constrangimentos entre a polícia civil e militar da cidade. “A nossa relação com a polícia militar é boa, mas tem uma situação ou outra que a gente recebe alguns casos de abusos por parte deles, por isso tem hora que a gente tem um certo desconforto com alguns policiais.”
Por Victor Barbosa - Agência de Notícias UniCEUB