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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Sociedade sofre com "analfabetismo ambiental", diz especialista


Analfabetismo ambiental. Esse é o conceito que a colunista ambiental Karin Astrid trata em seu último videoblog publicado em setembro de 2012. A professora e doutora em Química explica como é importante que o ser humano incorpore uma nova visão do planeta, já que ele não é habitante exclusivo do mundo em que vive. Junto com o homem, habitam a terra outros animais e plantas.

Karin esclarece que o termo analfabetismo ambiental surgiu na Rio-92 (Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente realizada no Rio de Janeiro, em 1992) para mostrar o desconhecimento das pessoas em relação aos problemas ambientais. Ela cita o teólogo e humanista Leonardo Boff que disse que “o homem só alcançará sustentabilidade, quando entender a terra como um prolongamento do próprio corpo”. Foi ele quem classificou a raça humana como analfabeta ambiental na Carta da Terra, documento final da Rio-92.

Para a professora Karin, pais e educadores têm papel fundamental na erradicação do analfabetismo ambiental, pois predomina na sociedade a ideia de que os recursos naturais são inesgotáveis e, por isso, podem ser usados de forma contínua. Ainda segundo Karin, a ênfase dada pela mídia às questões ambientais acaba induzindo as pessoas a pensarem que só ambientalistas e profissionais da área tem que se preocupar com o assunto. No videoblog, a professora faz um chamamento sobre a importância que cada ser humano tem em relação aos fenômenos naturais, pois seria, então, mais fácil que a mudança ambiental acontecesse.

Os videoblogs da colunista Karin Astrid podem ser vistos no portal Painel Brasil TV.

Por Bruna Goularte - Agência de Notícias UniCEUB

Relatos de uma experiência:como cobrir a Rio +20 de forma "diferente"



Os alunos de Jornalismo do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) Ivan Brandão, Sthael Samara e Jamile Rodrigues e os professores da instituição Henrique Moreira, Mônica Prado e Luiz Claudio Ferreira lançaram no dia 4 o livro Relato de Experiência: Rio+20 e a Agência de Notícias Universitária no V Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão. Na foto, sessão de autógrafos do livro sobre a Agência.
Apesar de não conseguirem com a Organização das Nações Unidas (ONU) o credenciamento para entrar no Riocentro, onde acontecia a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) em junho deste ano, por serem de uma agência de notícias universitária, eles não deixaram esse momento passar em branco. A editora de Sustentabilidade, Mônica Prado, e os discentes Ivan e Sthael foram para o Rio de Janeiro e cobriram a Rio+20 de forma alternativa.
Eles fizeram a cobertura do que acontecia ao redor do Riocentro. Além de ir para os eventos paralelos - no Pier Mauá, no Aterro do Flamengo, no Forte de Copacabana e no Jardim Botânico -, a equipe mostrou os problemas ambientais da cidade que sediava a Rio+20 e os protestos que ocorreram no Rio de Janeiro contra a degradação do meio ambiente. “Nós fomos para a lagoa, para o lixão. Esse é o espírito da Agência, é estar onde os grandes meios não estão”, disse o chefe de reportagem, Luiz Claudio Ferreira. E, ainda, em Brasília, a Agência fez um programa no estúdio de rádio, Rio+20 em Pauta, com uma série de entrevistas de março a maio a título de aquecimento para a cobertura do acontecimento.
No Congresso do UniCEUB, os alunos e docentes fizeram um relato de suas experiências na cobertura, contando suas dificuldades e o sucesso da produção jornalística no estado carioca. “Não fomos fazer uma cobertura factual, fomos fazer uma cobertura com um olhar mais humano”, afirma o estudante Ivan. Eles também tiveram a oportunidade de mostrar o atual trabalho da agência de notícias, despertando o interesse dos alunos de comunicação da instituição.
Rio+20 - Rio +20 foi a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, que ocorreu no Rio de Janeiro entre os dias 13 e 22 de junho. Uma reunião da ONU com 193 países para discutir como o mundo poderia crescer economicamente preservando o meio ambiente e tirando as pessoas da pobreza. Ela é chamada assim porque marca os 20 anos da Rio92 ou ECO92.
Para o evento, foram escolhidos dois temas centrais: a economia verde, com um modelo de produção que degrade menos o meio ambiente, e a governança internacional, que indica estruturas para alcançar esse futuro desejado.

Por Weslian Medeiros, Agência de Notícias UniCEUB

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Cristovam Buarque defende escola para todos e critica governo Lula por não priorizar educação


A décima edição do Congresso de ensino, pesquisa e extensão realizado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub) recebeu, no segundo dia de palestras e debates, o senador Cristovam Buarque. Ele levantou a problemática da educação no país e afirmou que a escola para todos é a única maneira de transformar o Brasil em um país mais justo e livre. Cristovam defendeu a criação de um sistema novo de educação e criticou o ex-presidente Lula por não priorizar o ensino em oito anos de gestão.

O senador Cristovam Buarque afirmou em palestra, que o conhecimento, atualmente é a base da inserção de cada pessoa na sociedade, daí a importância da educação para todos. Cristovam criticou o ex-presidente Lula por ter priorizado a indústria em vez da educação durante o governo. “Infelizmente Lula não entendeu que não é fazendo carros que um país cresce, e sim promovendo a possibilidade de todos terem conhecimento”.

Segundo Cristovam, a criação de um novo sistema educacional custaria apenas 6,2% do PIB brasileiro, mas em contrapartida, levaria, no mínimo, 20 anos para ter retorno econômico e social. “É difícil convencer às pessoas sobre um projeto que demorará tanto tempo para dar retornos, mas é possível e acredito que falta muito pouco para o Brasil acordar e entender que educação é, de fato, a única solução para nosso crescimento”.

De acordo com o senador, o direito à ascensão social deve ser dado a todos e isso só pode ser atingido por meio da escola. “Minha utopia, atualmente, é que o filho do trabalhador pobre estude na mesma escola que o filho do rico empresário. Eles não vão ser iguais, mas ninguém seria excluído de oportunidades”. 

Para ele, isso acontece porque, na atualidade, o capital mais valioso é o conhecimento. “Em séculos anteriores, o braço e o trabalho manual eram a principal força econômica do país. Hoje não precisamos mais da força do braço, mas sim do conhecimento na ponta dos dedos para manejar computadores”.

Por Elaine Andrade - Agência de Notícias UniCEUB
Entrevista: José Maciel e Lucas Pacheco

Bituca de cigarro contamina 1,5 litro de água, diz pesquisadora

No dia da responsabilidade social, nesta quarta, dia 3, um grupo de pesquisadores do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) defendeu a necessidade de reciclagem de bitucas de cigarro. Um projeto entre estudantes desse centro e da Universidade de Brasília mostra como é possível evitar a contaminação. Uma bituca chega a contaminar 1,5 litro de água, apontou a pesquisadora Marcela Gomes.

Na realidade, a complexidade no processo de reciclagem faz com que essas bitucas sejam tratadas como não recicláveis, já que envolvem uma série de toxinas que devem ser cozidas para que a reciclagem do papel da bituca aconteça de maneira artesanal.

Segundo Marcela Gomes, monitora do Projeto de Gestão Ambiental do UniCEUB, as toxinas que ficam retidas no filtro, com o descarte no meio ambiente, são liberadas e podem gerar prejuízos para o ambiente.
Uma outra técnica inovadora que surgiu através da reciclagem de bitucas foi a hidrossemeadora, que consiste em criar uma teia com as sementes que são lançadas no barranco que foi desmatado, formando uma massa e essa massa vai reter a água da chuva com o papel de bituca e com isso ajudar a germinar essas sementes, reflorestando esse barranco. Essa técnica ainda não é realizada aqui em Brasília, somente no estado de São Paulo.

Por João Gomes – Agência de Notícias UniCEUB

“A humanidade vive hoje a mais séria crise de sua história”, afirma Marina Silva




“Esta é uma crise dramática”, declarou, em Brasília, a ambientalista Marina Silva, ao tratar de aspectos para a construção de um novo paradigma de desenvolvimento para o século 21.

Leia mais: Brasil precisa de plano para século 21
Segundo a ambientalista, as crises das civilizações antigas afetavam apenas a comunidade diretamente envolvida, o que não acontece no mundo de hoje. “Com a globalização, a crise de um único país traz consequências para o globo inteiro. Não há onde se esconder”, disse.
Em um congresso de ensino, pesquisa e extensão do Centro Universitário de Brasília, a ex-ministra afirmou que esta é uma crise com múltiplas facetas, econômica, política, ética, social e ambiental, sendo a última a mais grave de todas. “A verdade é que o planeta já está ambientalmente no vermelho em 50%”, disse ao apontar as mudanças climáticas como o elemento mais sério do pacote de problemas. “Eu considero este o armagedon ambiental, o aumento da temperatura causa a perda do equilíbrio necessário para a manutenção das condições da vida”, declarou.
E para uma crise com aspectos variados, há uma multiplicidade de respostas. Contudo, para Marina, uma coisa neste contesto é invariável, o fato de que esse é um problema de todos. “É como na música dos Titãs ‘Por todos ao mesmo tempo agora’”, explicou.
É a partir daí que, segundo ela, surge a necessidade da criação de um novo paradigma de desenvolvimento, de criar-se um novo referencial a ser seguido pelas gerações futuras. “Novas formas de produzir, de consumir, de nos sentirmos felizes. Estamos em estado de emergência, algo precisa ser feito”, afirmou.

Desenvolvimento Sustentável
O primeiro novo modelo proposto para solucionar a crise ambiental sugeria parar o desenvolvimento em prol da preservação. Mas esta, para a ambientalista, é uma proposta impossível. “Em um mundo onde pessoas ainda vivem com menos de U$ 2 por dia, não se desenvolver é algo impensável”, disse.
Surgiu assim a proposta de desenvolvimento sustentável, de pensar-se uma maneira para o uso inteligente dos recursos naturais necessários, assegurando que as futuras gerações também os terão.

A Organização das Nações Unidas (ONU) pensa este desenvolvimento em quatro dimensões: econômica, social, ambiental e cultural. Se uma sociedade produz riqueza, mas não a reparte nem a transforma em bens e serviços, ela não pode ser considerada desenvolvida. O mesmo acontece para sociedades que não sabem administrar os recursos naturais ou são incapazes de preservar a diversidade cultural. “Só é possível estabelecer troca na diferença, e sem troca não há crescimento”, declarou.
Para a ex-ministra, o caminho rumo à sustentabilidade passa inevitavelmente pela superação da ética de circunstância. Ela afirma que não podemos levar em consideração apenas a conveniência de um dado momento sem pensar as consequências de tais ações implicadas. “Do contrário nos firmamos na riqueza pela riqueza, no sacrifício de recursos ambientais de milhares de anos em troca de lucros de apenas uma década”, explicou.

Desadaptação Criativa
Na opinião da ambientalista, o grande desafio é o que ela chama de “desadaptação criativa”, capacidade de se desprender de antigos hábitos e abandonar saídas óbvias. “Se fazemos as mesmas perguntas, obtemos as mesmas respostas. É preciso mudar a abordagem”, constatou.
Marina acredita que a quebra de paradigma é uma escolha individual, uma pessoa pode decidir-se por viver segundo o paradigma vigente ou abrir-se ao novo. “Os gregos queriam ser sábios e livres, os romanos queriam ser grandes e fortes, os povos da Idade Média queriam ser santos. E nós, o que queremos ser?”, indagou. 

Por Sthael Samara - Agência de Notícias UniCEUB

Referência na pesquisa em jornalismo defende maior qualificação para coberturas de temas científicos


Um desastre socioambiental, uma novidade no ramo da medicina, uma evolução tecnológica. As formas de contextualizar assuntos ligados a ciência e tecnologia e sair do senso comum tornam-se desafios para as equipes de reportagem. Sobre a cobertura desses temas, a presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJOR), Dione Moura, defendeu, nesta quarta-feira, em Brasília, a importância do maior aperfeiçoamento e da interdisciplinaridade como pontos fundamentais para a carreira do jornalista. Para ela, no Brasil, os veículos aprofundam pouco os conteúdos científicos.

Segundo a pesquisadora, que é professora da Universidade de Brasília e uma das principais referências na pesquisa do jornalismo científico, o profissional da notícia influencia o modo de vida das pessoas, inclusive daquelas que estão fora de determinadas tecnologias. “O jornalista é quem faz a ponte entre a tecnologia e o desenvolvimento”.

A professora enfatizou que o jornalismo especializado deve ter um caráter problematizador e não somente didático. Segundo considerou, o jornalista deve se qualificar para mostrar os vários ângulos da notícia para que a sociedade possa conhecer e opinar. “Está nas mãos do jornalista contextualizar para que o leitor tenha informação de qualidade.” A professora ainda refletiu que as formas de abordagem do tema marcarão as relações com as fontes (os cientistas). Em caso de equívoco das informações, por exemplo, o jornalista poderá perder a confiança nesse relacionamento.

A palestra de Dione Moura integrou a programação da décima edição do Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e foi mediada pelo coordenador do curso de jornalismo, Henrique Moreira.

Por Luciano Villalba Neto - Agência de Notícias UniCEUB

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Marina Silva alerta: Brasil precisa de plano para ser país do século 21


 A ambientalista Marina Silva considera o Brasil uma potência ambiental, mas entende que é preciso construir um Plano, uma visão de país, que ultrapasse a barreira da política partidária para que isso se torne realidade. “O Brasil está para o século XXI como os Estados Unidos estiveram para o século XX”, disse Marina ao enfatizar que 11% da água doce do mundo e 22% da biodiversidade estão no Brasil e de que 45% da matriz energética do país já é de energia limpa.
 

          Para Marina Silva, o país está vivendo uma janela de oportunidade que vai durar 20 anos e que por isso é preciso investir em Educação e em inovação com novos produtos e novos materiais. “Estamos vivendo o bônus demográfico, depois a força de trabalho vai diminuir havendo mais crianças e mais idosos do que jovens”, lembrou.

          Para Marina, independentemente do partido que esteja no poder, o Plano para o país deve buscar uma economia de baixo carbono e uma produção que reduza o uso de recursos naturais para fazer frente às mudanças climáticas que estão ocorrendo e que afetam a todos em todos os países.

       “Desenvolvimento sustentável é o novo paradigma do século XXI”, enfatizou Marina, argumentando que é necessário priorizar a agenda de investimentos do país, numa sutil crítica aos rumos do atual governo federal. Para ela, somente estabelecendo prioridades no âmbito da sustentabilidade será possível construir um novo modelo de desenvolvimento, que seja compatível com os desafios ambientais que a civilização humana precisa enfrentar.

          “Temos as respostas técnicas para os problemas; não temos a base ética que coloque a técnica a serviço da qualidade de vida dos seres humanos”, comentou a ex-senadora e candidata à Presidência da República em 2010.

         No final da palestra de mais de uma hora em que falou para professores e estudantes na abertura do X Congresso Científico do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), nesta terça-feira (2), Marina Silva enfatizou que as respostas para os problemas atuais são múltiplas e que a decisão de seguir um caminho mais sustentável passa pela mudança de paradigma. “É preciso ressignificar a nossa existência, nos perguntando o que queremos ser e não o que queremos ter”, disse Marina, lembando que a falta de recursos para todos é a perda da liberdade.
 
Por Mônica Prado - Agência de Notícias UniCEUB

Avaliação de faculdades deve ser ampla e participativa, diz costarriquenho

O presidente da rede ibero-americana para a acreditação de qualidade da educação superior, o costarriquenho Guillermo Vargas, defendeu, nesta terça-feira (dia 2), em Brasília, que revisar, permanentemente, os mecanismos de avaliação torna-se fundamental para manutenção da qualidade das faculdades. Ele apontou que “todos os atores” devem colaborar e participar desse processo. O Brasil conta com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), do Ministério da Educação, como órgão responsável pela avaliação do ensino superior.

O costarriquenho, que foi ministro da educação no país natal, elogiou a postura dos centros universitários brasileiros e dos setores educacionais que têm executado um papel importante em incorporar soluções para a área. “Nós somos responsáveis pela transformação da educação superior. A educação com qualidade é um compromisso com o desenvolvimento do país”, afirmou.

O costarriquenho foi palestrante no X Seminário Nacional dos Centros Universitários, que é realizado no Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). Ele enfatizou a importância dos modelos de avaliação das Universidades da América Latina e do mundo inteiro. “Se fábricas de diplomas são ruins, piores são fábricas de avaliadores”, alertou.

A diretora de avaliação da educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas educacionais Anísio Teixeira (INEP), Cláudia Griboski, apresentou a realidade brasileira a respeito de avaliação do ensino superior. “O INEP é a agência avaliadora no Brasil e acompanha o desenvolvimento das universidades privadas do país”, acrescentou a pesquisadora. Um projeto de lei prevê a criação do Insaes (Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior), autarquia que supervisionará as faculdades particulares do país.

O vice-reitor das Faculdades Metropolitanas Urbanas, Arthur Sperandeo de Macedo, fez uso da palavra e criticou as várias mudanças no processo de avaliação existente no Brasil. “Deve-se criar um projeto de avaliação das escolas particulares para viabilizar um planejamento estratégico para o desenvolvimento real das universidades privadas”, disse o professor.

 Por Luciano Villalba Neto – Agência de Notícias UniCEUB