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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Polícia Ambiental recebe 10 chamados por dia para resgatar animais silvestres no Distrito Federal



           O Batalhão da Polícia Militar Ambiental (PMA) recebe, em média, dez chamados por dia para resgatar animais encontrados em casas, chácaras ou em situação de risco. De acordo com o Sargento A. Bessa, a PMA resgata diversos animais, todos os dias. ‘‘Nós recebemos animais da fauna silvestre, que estão irregularmente em cativeiros ou resgatados em situações atípicas’’.
Segundo o sargento, ao se deparar com um animal silvestre, a pessoa deve procurar abrigo em local seguro e em seguida ligar para 190. Se o animal encontrado for uma cobra, o procedimento deve ser diferente. ‘‘Procure não tirar os olhos do animal para que ele não consiga se esconder e dificultar o resgate’’, ressalta o sargento. Em seguida, é aconselhável ligar para o Batalhão da Policia Militar Ambiental, 190. Depois de resgatado, o animal seguirá para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

Destino certo para animais silvestres
 
Localizado a 20 minutos do Plano Piloto, o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) tem a missão de recepcionar, triar e tratar os animais silvestres resgatados ou apreendidos. Além de serem encontrados em áreas urbanas, esses animais são podem estar em cativeiro, sendo criados como animais domésticos.

Após o resgate dos animais pelo Batalhão da Polícia Militar Ambiental. O CETAS é o responsável em identificar a espécie e definir formas de tratamento. Depois de serem examinados, os animais ficam em observação. Segundo o Biólogo João Bosco ‘‘quando os animais recebem nutrição adequada e cuidados veterinários, logo podem voltar ao habitat natural’’.

Durante o período de quarentena, a equipe de técnicos do CETAS estuda o melhor destino para os animais. Alguns são encaminhados para soltura. Esse procedimento que é cadastrado no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis –Ibama. 
 
O procedimento não é o mesmo para animais silvestres que vivem em cativeiro ou como animais domésticos. Segundo o equipe técnica do CETAS, esses animais não tem condições de se reintegrar ao meio, sendo assim, depois de tratados, são encaminhados à zoológicos, criadouros credenciados pelo Ibama, e centros de pesquisa.

Por Gabriella Leite - Agência de Notícias UniCEUB

Vendedores oferecem marmita a partir de R$ 5 no centro de Brasília



           Na cidade em que o almoço fora de casa custa em média R$ 31,77 (segundo pesquisa do Datafolha e da Alelo), vendedores oferecem marmitas com valores que variam de R$ 5 a R$ 10 em centros comerciais nas Asas Sul e Norte.

Marmitas vendidas no Setor Comercial Norte
Foto: Kamila Siqueira
Alguns vendedores fazem ‘‘promoções’’ nas vendas, o que incluem saladas, refrigerantes e sobremesas como acompanhamento das refeições. A vendedora Leidiane Lima, 25 anos, oferece marmitas todos os dias no Setor Comercial Sul. Quando o cliente compra uma marmita por R$5, ele leva o refrigerante em lata, de graça. ‘‘Aqui a concorrência é bem grande, então a gente tá sempre mudando o cardápio. Damos o refrigerante de graça, porque mais pessoas vêm comprar’’, contou a vendedora que se identificou como Leidiane. Ela começou a vender as marmitas por influência de uma amiga.
‘‘Eu estava desempregada e uma amiga me falou do dono de um restaurante que estava precisando de gente para vender os almoços por aqui”. Ela ganha R$ 150 por semana, alimentação e passagem. “Geralmente, eu fico das 11h30 até às 15h, depois tenho a tarde livre’’ finalizou.
Por volta das 11h, nos arredores da Rodoviária do Plano Piloto, foi possível observar uma menor de idade chegando acompanhada de um rapaz, aparentemente da mesma idade que ela, carregando uma caixa de isopor. Os dois colocaram a caixa em um banco, ela se sentou próximo enquanto o garoto saiu.
Quando notou que a equipe do Esquina On-lineestava se aproximando, logo abriu a caixa, e exclamou: ‘‘vai uma marmita ai, dona?’’. Esse é o dia-a-dia de Maria*, de 15 anos. Todos os dias, ela e o primo, trazem as marmitas feitas pela avó, do Setor P Sul, bairro da região administrativa de Ceilândia até Brasília.
‘‘A gente vendia bala, picolé e outras coisas, mas depois que um monte de gente começou a vender marmita, a gente quis mudar também’’, expressou a menor com desconfiança. Esse não é um caso isolado, diversas crianças ocupam os arredores da Rodoviária e dos Setores Comerciais Sul e Norte para vender doces, produtos piratas e quentinhas. ‘‘Eu não estou estudando não. Preciso ajudar em casa, então venho vender marmita’’, desabafou.
O estudante Marcos Rocha, que trabalha no Setor Comercial Norte, recebe R$ 9 de vale-refeição por dia. Como o preço dos restaurantes vai além do orçamento, Marcos optou pelas quentinhas. ‘‘Eu prefiro comprar as marmitas, já que o rapaz aqui vende por R$ 5. O que sobra do benefício, eu misturo com o salário do mês’’, afirmou o estudante.
Um rapaz que preferiu se identificar apenas como Carlos, e não relevar a idade começou a vender marmitas para ajudar em casa. Ele contou que trabalhava em uma empresa, porém ao ser demitido, ficou preocupado com a situação. A solução surgiu através da avó, que gostaria de vender algo. Decidiram então que ela passaria a cozinhar e ele iria para a rua vender.
          As conhecidas “Quentinhas da Vovó” são vendidas pelo preço de cinco reais e têm um cardápio para cada dia da semana. Porém, Carlos calculou que o preço não deveria ser esse. “O valor dessa marmita tinha que ser R$7, mas como a concorrência é grande e tem gente que vende a R$ 6, com refrigerante, acabo fazendo por R$ 5”.
Carlos e a caixa de isopor com as marmitas vendidas no Setor Comercial Sul
Foto: Kamila Siqueira


Fiscalização


Carlos diz que uma das maiores dificuldades é lidar com a fiscalização. “Quando os fiscais batem, todo mundo corre. Já tive mercadorias apreendidas algumas vezes”, desabafou.
De acordo com a assessoria de imprensa da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (AGEFIS), os fiscais percorrem trechos dos setores comerciais todos os dias, para verificar a incidência de ambulantes. Os representantes da AGEFIS recolhem as mercadorias, desde materiais piratas a alimentos. Conforme foi informado, depois de apreendidas, as mercadorias vão para o depósito do órgão. Os responsáveis por esses materiais devem ir até lá, pagar pelos custos. Em geral, o alimento é incinerado. Ninguém vai preso, mas se os ambulantes apresentarem resistência, eles podem ser levados à delegacia, para prestar esclarecimentos.
Para a auditora de atividades urbanas da ANVISA, Regina Alice, as pessoas devem tomar o máximo de cuidado com o consumo desse tipo de alimentação. Segundo ela, não há fiscalização própria para esse tipo de trabalho, então nunca se sabe em quais condições essa refeição foi preparada.
‘‘Essas marmitas não estão na competência da Agência, então não existe um controle sobre elas, os restaurantes tem fiscalização periodicamente, por isso é mais adequado que as pessoas comam nos locais fiscalizados’’ declarou.

Por Jamile Rodrigues - Agência de Notícias UniCEUB

 

Vigilância Sanitária inspeciona 10 mil restaurantes e interdita 158

De janeiro a novembro do ano passado, foram feitas 10.129 inspeções no setor de alimentos no Distrito Federal. Pelo menos 10 mil eram restaurantes e destes, 158 foram interditados. Os dados de 2012 ainda não foram consolidados.

Em Brasília, o responsável para a verificação de alimentos e saúde dos restaurantes é o governo local, que atua pela Diretoria da Vigilância Sanitária que, atualmente, conta com 160 fiscais distribuídos em 22 núcleos regionais do Distrito Federal.

Para que Brasília tenha uma fiscalização mais frequente e menos restaurantes autuados deve-se aumentar o número de auditores de vigilância sanitária.  “Um problema que enfrentamos é a escassez de auditores, o que torna a fiscalização menos frequente. Quando dividimos os 160 auditores nos 22 núcleos eles se tornam poucos”, disse André Godoy, gerente de alimentos da Vigilância Sanitária do Distrito Federal.

Os fiscais

Os fiscais são de nível superior e escolhidos através de concurso público. De acordo com o órgão, eles seriam treinados para realizar o trabalho de maneira que todo o local seja supervisionado, desde o fluxo de produção até o treinamento dos funcionários.

Como ocorre a fiscalização

Existem basicamente duas formas que a fiscalização acontece e demandas que devem ser atendidas, como pedidos de órgãos do Ministério Público. A primeira ocorre com a denúncia de determinado restaurante. Quando uma pessoa liga para o número 160 e faz uma reclamação, o assunto é encaminhado a um auditor ou fiscal relacionado ao núcleo onde o restaurante se encontra. A fiscalização programada é a segunda forma, quando a iniciativa é do próprio órgão. O intuito é de orientar e observar a rotina dos restaurantes. Caso o estabelecimento apresente risco, o local pode ser interditado. Ao apresentar uma falha, o dono do local poderá ser intimado e terá determinado prazo para correções.
 
Por Ananda Beleza - Agência de Notícias UniCEUB

Prédios públicos em Brasília abrigam obras de arte raras

A cidade de Brasília, patrimônio mundial da humanidade, guarda em prédios públicos obras de arte raras de artistas renomados em exposições permanentes e, claro, gratuitas.  Telas de pintores como Tarsila do Amaral, Cândido Portinari e Di Cavalcanti enfeitam os corredores, salas e galerias da capital enquanto dividem espaço com funcionários e políticos.


Independência ou Morte! de Pedro Américo
 Um exemplo é no prédio do Itamaraty.  Inaugurado em 1970, com projeto assinado por Oscar Niemeyer e paisagismo de Burle Marx, o local atrai turista e ainda encanta os moradores da capital em visitas acompanhadas por guias.

O espaço abriga o quadro Independência ou Morte! de Pedro Américo. A tela, popularmente conhecida como “O grito do Ipiranga”, é uma das obras mais importantes do século XIX. Segundo o historiador de arte, Emerson Dionísio, a técnica utilizada pelo artista é o que se destaca. “É evidente a excelência técnica, sobretudo na constituição do conjunto de cavaleiros, e a linguagem eloquente e persuasiva da obra”, explicou para Esquina On-line.

 Muito além do gabinete presidencial

 O Palácio do Planalto, prédio que é a sede do Poder Executivo, abriga também um grande acervo de obras de consagrados artistas brasileiros, que pode ser visto pelo público todos os finais de semana em uma visita guiada.

 Durante o passeio, é possível conferir a tela Orixás, de Djanira da Motta e Silva, e o painel Palácio do Planalto, de Firmino Saldanha, feito especialmente para a inauguração do edifício. Segundo o curador do Palácio, Cláudio Soares, essa é uma das obras que estavam escondidas em depósitos, salas e porões e só foram encontradas durante a última restauração feita no prédio. “As obras estavam em todos os lugares do Palácio menos onde deviam estar”, afirmou.

 Moeda e arte

Garimpeiros de Tarsila Do Amaral 
Além do Museu de Valores, que expõe ao público a história do dinheiro por meio de documentos e moedas de diversos países, o Banco Central do Brasil possui 2.351 obras de arte em acervo sendo que, atualmente, 86 estão em exposição. Com uma média de 175 visitas por mês, a funcionária da galeria, Dulce Mourão, afirma que entre tantas obras de arte, as que mais atraem o público são as de Cândido Portinari. Entre as telas do artista, estão Paisagem de Petrópolis e Bandeirantes.

Serviços:
Palácio do Planalto
Hora: 9h30 às 14h

Galeria de Arte do Banco Central
Tel: (61) 3414 2099/ 3414 3002

Itamaraty
Tel:(61) 2030 8051
 

Por Gabriela Caldas e Catarina Boechat - Agência de Notícias UniCEUB

UniCEUB/BRB vê time argentino virar a dois segundos do final, mas Vidal elogia time


Em um jogo emocionante até o último segundo, o UniCEUB/BRB perdeu, nesta quinta (dia 18), no ginásio da ASCEB, a  partida contra o time argentino Regatas Corrientes (93 a 91). Foi o primeiro revés do time brasiliense na Liga Sulamericana de Basquete. O resultado deixou a equipe, já classificada para a segunda fase, em segundo lugar no grupo. Apesar da derrota, sacramentada a dois segundos do final, o técnico José Carlos Vidal elogiou a postura do time. "O resultado é normal. Estamos em começo de temporada, a equipe se portou muito bem, mas sofreu o desgaste no final do jogo."

O time de Brasília começou o jogo bem superior ao adversário argentino, com ataques certeiros e defesa bem postada. Nos dois primeiros minutos, o placar já era 10 a 1.  O primeiro quarto teve o time da casa abrindo um 33 a 22. Destaque para os nove rebotes defensivos durante o período. O ala/pivô Guilherme Giovanonni desequilibrou a partida com um total de 14 pontos. No segundo quarto o UniCEUB/BRB/Brasília continuou na frente fechando com 54 a 44. 

O time argentino voltou bem melhor do intervalo e passou à frente da equipe brasiliense. A última etapa do jogo começou com o time argentino à frente no placas, 66 a 64. A partir daí, foi ponto a ponto em uma disputa bastante acirrada. Uma esperança para a torcida que encheu o ginásio era o placar a dois minutos para o fim do jogo, quando o UniCEUB/BRB/Brasília abriu cinco pontos de vantagem. O Regatas Corrientes virou o jogo nos lances final. Depois de uma bola perdida por Alex (com a mão machucada), os visitantes fizeram mais uma cesta. A dois segundos de zerar o cronômetro, não era possível fazer mais nada. "Foi um jogo bom, difícil. Temos uma temporada inteira para frente", disse o pivô Lucas Tisher.

Por Cecília Sóter - Agência de Notícias UniCEUB

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

UNICEUB/BRB vence time uruguaio e garante vaga na próxima fase da Liga Sulamericana




No segundo dia da Liga Sul-Americana de basquete, com ginásio da ASCEB dominado pela torcida, o UniCEUB/BRB venceu o uruguaio Malvin por 108 a 83 na segunda partida da noite. Na primeira, o argentino Regatas Corrientes massacrou o boliviano Amistad por 121 a 60. Com os resultados, passam para a próxima fase os times ganhadores. O jogo desta quinta entre eles decidirá a colocação da chave.
 
Sem surpresas, o time de Brasília começou a partida com o grupo principal composto por Arthur, Alex, Guilherme Giovanonni, Nezinho e Alírio. A equipe saiu na frente e chegou a abrir logo no começo 6 a 0.  O time uruguaio ensaiou uma reação e chegou a marcar 12 a 15. Mas não durou muito tempo. Com o domínio do garrafão pelo pivô Alírio, que chegou a fazer quatro rebotes defensivos, o time de Brasília fechou o primeiro quarto com 25 a 15.

Ao som de o campeão voltou entoado pela torcida, o UniCEUB/BRB/Brasília retornou para o segundo quarto com o ala Alex Garcia inspirado, sendo o melhor em quadra com 100% de aproveitamento nas cestas de 2 pontos. Quem apareceu também foi o armador Nezinho, com quatro rebotes e o mesmo número de assistências. O time brasiliense dominou mais uma vez e chegou a abrir vantagem de 19 pontos. O quarto fechou em 52 a 33 para o time de Brasília.
 
Sem  Arthur, que se machucou no primeiro tempo depois de trombar no banner de proteção da quadra, o novato Isaac teve a chance de entrar em jogo e no terceiro quarto o armador fez um total de quatro rebotes, chegando a marcar 15 pontos na partida. Outro destaque foi o ala/pivô Guilherme Giovanonni que teve aproveitamento de 22 pontos, entre assistências, rebotes e cestas. O quarto terminou em 84 a 58 para o UniCEUB/BRB/Brasília.


 
No último quarto, já com uma vantagem de 26 pontos, o técnico José Carlos Vidal teve oportunidade de testar todos os jogadores. Chegou a ficar em quadra todo o time reseva, e com isso a equipe uruguaia fechou o quarto na frente, com 25 a 24, mas perdendo o jogo por 108 a 83. Para o técnico, o UniCEUB/BRB/Brasília conseguiu fazer um bom jogo. “Todos que entraram deram contribuição”. Ele ressalta a importância do ataque e a diferença de 19 pontos que o time abriu logo no começo do jogo. “Dificultou as jogadas dentro do garrafão que é o ponto forte do time do Malvim”.
 
Já com o objetivo de classificação cumprido, o técnico prevê que fará um bom jogo amanhã contra os argentinos. Quanto ao duelo Brasil x Argentina, o ala/pivô Guilherme Giovanonni confia na vitória brasileira. “Esse jogo contra o Corrientes (da Liga das Américas da temporada 2010/2011) está bem engasgado, porque era um jogo que nos classificaria e nos foi tirado por umas invertidas no apito”.

Por Cecília Sóter (texto) e Sérgio Bertoldi (fotos)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Contra time boliviano, UniCEUB/BRB estreia com vitória maiúscula no sulamericano


O UniCEUB/BRB venceu o Amistad, da Bolívia, por 128 a 75, na noite de terça-feira (dia 16), no "caldeirão" da ASCEB, em Brasília. O tricampeão brasileiro reencontrou a torcida e comandou o placar o tempo inteiro com parciais de 30 a14 (primeiro quarto), 60 a 26 (segundo quarto) e 97 a 59 (terceiro quarto).

Antes do começo da partida, o jogador Arthur previu bom jogo diante dos bolivianos e mostrou confiança num bom início de campeonato. “A expectativa é totalmente positiva pra estrear na competição em casa.” O cestinha da partida foi Guilherme Giovannoni, que marcou 21.

SHOW DE MENDOZA
A vitória foi tranquila, mas no terceiro quarto da partida a torcida teve a atenção desviada para o "baixinho" armador boliviano, Julio Mendoza, de 1,65m. O número um do Amistad entrou em quadra para ajudar a equipe e conquistou todo o público com três cestas de três pontos e várias assistências certeiras.

No final da partida, Mendoza, agradeceu a homenagem da torcida adversária. “Na verdade, não esperava escutar meu nome e ser ovacionado pelo público aqui em Brasília. Fiquei surpreso e muito alegre. Agradeço a todos os brasileiros que estiveram aqui neste ginásio hoje.”

O armador do Amistad enfatizou que o basquete não é profissional ainda, mas espera colaborar para a evolução do esporte no país andino. “Temos a intenção de melhorar para que as futuras gerações venham a competir por um título.”

SEGUNDA RODADA

Nesta quarta, a segunda rodada da competição começa às 19h, quando o Amistad enfrenta a equipe argentina do Regatas Corrientes, que venceu o Malvin por 87 a 79 na preliminar do primeiro dia de competição. Às 21h20, o UniCEUB enfrenta o uruguaio Malvin.

Por Luciano Villalba Neto (texto) e Sérgio Bertoldi (fotos) - Agência de Notícias UniCEUB

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

No dia das crianças, Feira dos importados patrocina festa com trabalho infantil

A Cooperativa da Feira dos Importados promoveu, no dia 12, uma festa em que pelo menos uma criança, de 10 anos de idade, trabalhou com a distribuição de pipoca e algodão doce. No Brasil, é proibido o trabalho dos menores de 14 anos, de acordo com a Constituição Brasileira.

A menina de 10 anos, que estava acompanhada da prima de 16, serviria, ao longo do feriado, mais de mil sacos com pipocas para o público. Segundo as duas, a garota trabalha todos os finais de semana em eventos com a tia, proprietária do negócio. Ela comentou que as jovens sempre trabalharam no negócio da família, desde os 10 anos, e que seria melhor vê-los trabalhando novos a “vê-los nas mãos da polícia”.         

Informados a respeito da situação, representantes da cooperativa explicaram que a responsabilidade seria da  empresa contratada.  “Se há alguma criança trabalhando é porque os pais não têm com quem deixar em casa”, disse Iolanda Lima, diretora administrativa da Cooperativa da Feira dos Importados.

De olho no cliente – Além da festa, as barracas da feira abrigaram neste 12 de outubro outros “trabalhadores” com idade inferior a 14 anos, conforme foi conferido pela equipe de reportagem da Agência de Notícias UniCEUB. Numa loja de eletrônicos, um menino de 12 anos, estudante da 6ª série do ensino fundamental, disse que ajuda os pais todos os finais de semana.  Morador da Asa Sul, ele diz que o expediente começa às 8h e segue até as 18h.

Ele usa o mesmo uniforme dos demais funcionários com o nome da loja estampada no peito.  “Esse trabalho sustenta minha casa  e minha vida. Isso vai me dar um futuro”. Quando não está trabalhando, Rafael gosta de jogos no computador e de acessar as redes sociais da internet. “Já ganhei  dinheiro da minha avó, mas do meu pai ainda estou esperando meu presente”, disse o menino enquanto olha o pai que está ocupado atendendo um cliente.

Em uma loja de brinquedos, outro menino de 12 anos diz trabalhar das 9h às 18h. A mãe, de 37 anos, comenta que a criança não é forçada a trabalhar e “apenas” a ajuda com as vendas. “Meu filho só vem trabalhar comigo quando eu preciso ou no final do ano. Ele não passa muito tempo aqui na loja”, garante. Um dos responsáveis pela  loja, que recebe mais de 200 compradores ao longo do dia,  admite que conta com a “ajuda” de crianças. O gerente do estabelecimento explica que leva o sobrinho para trabalhar “eventualmente”. “Ele vem comigo sempre que possível e ajuda a cuidar da mercadoria”.

Uma menina de 11 anos diz trabalhar em um estabelecimento da família na Feira dos Importados todos os dias, inclusive feriados. Ele relata que consegue conciliar a vida ''profissional" com os estudos (está na 6ª série). Ela diz gostar do local e que nos dias de folga, domingo e segunda, consegue colocar os estudos em dia.

“Igual a shopping” – A diretora administrativa da cooperativa da feira, Iolanda Lima, admite que o fato acontece, mas haveria uma justificativa.  “Se há alguma criança trabalhando, é porque os pais não têm com quem deixar em casa”, disse.

Segundo a diretora,  a cooperativa “não é responsável por qualquer  contratação irregular de trabalhadores”.  Ela explica que cada cooperativado é um microempresário, com CNPJ próprio, e portanto, teria independência. “Isso aqui é igual  um shopping,  o que acontece dentro de cada loja, restaurante, quiosque ou barraquinha é de responsabilidade do dono”, isenta-se.

Com reportagem de Daniel Ribeiro, Heron Andrade, Jessica Karla, Lucas Salomão, Paulo Stefanini e Raul Trindade   - Agência de Notícias UniCEUB